De acordo com a classificação da NOAA, os episódios considerados muito fortes ou fortes foram:
- 1957/1958
- 1972/1973
- 1982/1983
- 1991/1992
- 1997/1998
- 2015/2016
Entre os eventos citados, 1997/1998 e 2015/2016 estão entre os mais intensos já observados.
Duração dos eventos
Alguns episódios permaneceram ativos por mais de um ano, como:
- 1957–1958 (aproximadamente 17 meses)
- 1986–1988 (cerca de 18 meses)
- 1982–1983 (cerca de 15 meses)
- 1991–1992 (cerca de 15 meses)
Isso mostra que nem todo El Niño forte é curto.
Intensidade das anomalias
As anomalias próximas de +2,0°C a +2,5°C no Pacífico Equatorial Central e Leste realmente ocorreram durante:
- 1982/1983
- 1997/1998
- 2015/2016
O evento de 1997/1998 permaneceu por mais tempo com temperaturas excepcionalmente elevadas.
Santiago (RS) em 2015
Os volumes de chuva são extremamente elevados:
- Outubro: 422,6 mm
- Novembro: 270,8 mm
- Dezembro: 400,6 mm
- Total: 1.094 mm
A sequência de temporais, granizo e transtornos registrados na região.
Granizo, vendavais e tempestades
O El Niño não causa diretamente granizo, ciclones ou vendavais. O que acontece é que:
- as águas mais quentes do Pacífico alteram a circulação atmosférica;
- aumenta a disponibilidade de umidade sobre o Sul do Brasil;
- frentes frias e sistemas de baixa pressão tornam-se mais frequentes;
- há mais energia na atmosfera para tempestades.
Assim, durante eventos fortes podem ocorrer:
- granizo severo;
- temporais mais intensos;
- rajadas de vento fortes;
- enchentes e inundações;
- maior frequência de episódios de chuva extrema.
Sobre os ciclones
O El Niño pode favorecer condições atmosféricas que aumentam a ocorrência de sistemas de baixa pressão e alguns ciclones extratropicais no Sul do Brasil, mas não significa que todo El Niño forte obrigatoriamente produza mais ciclones.
Os dados de 2015/2016 em Santiago mostram que um El Niño forte pode estar associado a chuvas excepcionais e eventos severos. Entretanto, não existe uma relação automática entre El Niño forte e enchentes ou temporais extremos. Outros fatores atmosféricos também precisam atuar simultaneamente.
Um El Niño forte aumenta a probabilidade de chuvas acima da média e de eventos meteorológicos severos no Sul do Brasil, mas não garante que enchentes, granizo ou ciclones ocorram em todos os casos.


