sábado, 18 de julho de 2026

Calor histórico quebra recordes de julho em Porto Alegre e Santiago

 Calor histórico quebra recordes de julho em Porto Alegre e Santiago

A intensa massa de ar quente que atuou sobre o Rio Grande do Sul provocou um calor excepcional para esta época do ano e fez história em diversas cidades.

Em Porto Alegre, a temperatura máxima chegou a 33,8°C nesta sexta-feira (17), estabelecendo um novo recorde absoluto para o mês de julho desde o início da série histórica do Instituto Nacional de Meteorologia (INMET), em 1910. O recorde anterior era de 32,9°C, registrado em 30 de julho de 1941 e repetido em 25 de julho de 1987.

Em Santiago, a situação também foi histórica. A estação meteorológica do INMET registrou 29,7°C, a maior temperatura já observada em um mês de julho desde o início da série local, em 2009. O recorde anterior era de 28,7°C, registrado em 25 de julho de 2017. A nova máxima superou a marca anterior em 1,0°C.

Outras máximas históricas registradas no Estado nesta sexta-feira (17):
Maquiné: 35,3°C
Pelotas (Fazenda Palmas): 34,8°C
Campo Bom: 34,3°C
Sapucaia do Sul: 34,3°C
Rolante: 34,0°C
Cachoeirinha: 34,0°C

Os novos recordes reforçam a intensidade do calor fora de época que atingiu o Rio Grande do Sul, com temperaturas típicas da primavera e até do verão em pleno inverno.

Agora, o cenário muda. A chegada de áreas de instabilidade volta a favorecer a ocorrência de chuva em grande parte do Estado. A previsão indica tempo instável até terça-feira (21) em algumas regiões e até quarta-feira (22) em outras, com possibilidade de temporais localizados.

**Fonte: G1/Inmet/Simagro

As temperaturas do dia 17 de julho em Santiago desde 2019

 As temperaturas do dia 17 de julho em Santiago desde 2019

  • 17/07/2019: mínima de 6,8°C; máxima de 21,2°C;
  • 17/07/2020: mínima de 19,0°C; máxima de 24,4°C;
  • 17/07/2021: mínima de 7,1°C; máxima de 16,8°C;
  • 17/07/2022: mínima de 6,8°C; máxima de 11,0°C;
  • 17/07/2023: mínima de 4,0°C; máxima de 12,1°C;
  • 17/07/2024: mínima de 9,4°C; máxima de 18,0°C;
  • 17/07/2025: mínima de 6,4°C; máxima de 8,1°C;
  • 17/07/2026: mínima de 20,1°C; máxima de 29,7°C.

O dia 17 de julho de 2026 entrou para a história meteorológica de Santiago. A temperatura mínima de 20,1°C foi a mais alta registrada para um amanhecer desde 8 de maio, encerrando um intervalo de 70 dias sem uma mínima tão elevada.

Durante a tarde, os termômetros atingiram 29,7°C, estabelecendo um novo recorde de temperatura máxima para um mês de julho na série histórica das estações meteorológicas. Foi um contraste impressionante em relação aos anos anteriores, quando as máximas do mesmo dia variaram entre 8,1°C (2025) e 24,4°C (2020).

A amplitude desse aquecimento reforça o caráter excepcional da massa de ar quente que atuou sobre o Rio Grande do Sul, proporcionando um dos dias de julho mais quentes já observados em Santiago.


Fonte: DefesaCivilSantiago/Inmet

sábado, 11 de julho de 2026

As quinzenas mais e menos chuvosas em Santiago RS :

As quinzenas mais chuvosas:

  • Setembro de 2009: 150,0 mm
  • Novembro de 2009: 288,8 mm
  • Janeiro de 2010: 215,8 mm
  • Setembro de 2010: 165,0 mm
  • Janeiro de 2013: 173,2 mm
  • Outubro de 2014: 195,0 mm
  • Janeiro de 2015: 157,2 mm
  • Outubro de 2015: 342,0 mm
  • Novembro de 2015: 222,8 mm
  • Novembro de 2016: 176,6 mm
  • Março de 2017: 162,2 mm
  • Agosto de 2017: 167,0 mm
  • Janeiro de 2019: 257,0 mm
  • Outubro de 2019: 162,0 mm
  • Maio de 2020: 196,2 mm
  • Maio de 2023: 287,8 mm
  • Setembro de 2023: 395,4 mm
  • Novembro de 2023: 181,4 mm
  • Abril de 2024: 255,0 mm
  • Maio de 2024: 274,1 mm
  • Maio de 2025: 187,5 mm
  • Abril de 2026: 204,9 mm

 

As quinzenas menos chuvosas:

  • Março de 2010: 1,2 mm
  • Abril de 2010: 1,0 mm
  • Maio de 2010: 1,4 mm
  • Setembro de 2011: 3,0 mm
  • Dezembro de 2011: 4,0 mm
  • Novembro de 2012: 1,2 mm
  • Junho de 2013: 0,4 mm
  • Junho de 2016: 0,4 mm
  • Julho de 2017: 1,2 mm
  • Fevereiro de 2018: 4,8 mm
  • Julho de 2018: 1,2 mm
  • Agosto de 2018: 1,0 mm
  • Julho de 2019: 4,8 mm
  • Março de 2020: 0,0 mm
  • Outubro de 2020: 3,0 mm
  • Novembro de 2020: 0,0 mm
  • Março de 2021: 4,6 mm
  • Agosto de 2021: 3,8 mm
  • Fevereiro de 2022: 5,0 mm
  • Julho de 2026: 2,4 mm
Fonte: Inmet/DefesaCivil RS 

 


segunda-feira, 6 de julho de 2026

Os primeiros semestres com menor volume de chuva em Santiago


Os primeiros semestres com menor volume de chuva em Santiago nos últimos 18 anos foram:

2012: 447,3 mm;
2009: 684,9 mm;
2016: 700,0 mm;
2011: 710,4 mm;
2023: 756,9 mm;
2010: 785,0 mm;
2026: 786,5 mm;
2013: 790,5 mm.

O primeiro semestre mais chuvoso:
2024:1.594, 8 mm. Mais que o dobro da chuva registrada na maioria dos anos mais secos.

Os dados mostram que não existe uma relação direta entre a fase do ENOS e o volume de chuva no primeiro semestre em Santiago. Entre os anos mais secos da série há períodos sob influência de El Niño, La Niña e também de neutralidade.

Em 2024, por exemplo, o primeiro semestre ocorreu com El Niño moderado a fraco entre janeiro e março, neutralidade em abril e maio e início da transição para La Niña em junho. Mesmo assim, foi disparado o semestre mais chuvoso da série, evidenciando que outros sistemas atmosféricos — como a frequência e a persistência de frentes frias, corredores de umidade e áreas de baixa pressão — também exercem papel decisivo na distribuição e no volume das chuvas.

Nesta análise, fica evidente que, seja em anos de La Niña, de neutralidade ou de El Niño, nenhuma dessas fases do ENOS impede a ocorrência de períodos muito chuvosos. Elas apenas alteram as probabilidades climáticas, aumentando ou reduzindo a chance de determinados padrões de chuva, mas não determinam o que acontecerá em uma cidade ou mesmo ao longo de um semestre específico.

Os volumes de precipitação dependem também da atuação de outros sistemas meteorológicos, como frentes frias, áreas de baixa pressão, corredores de umidade e da persistência desses sistemas sobre uma região.

Fonte: Inmet/DefesaCivilSantiago/NOAA/

segunda-feira, 29 de junho de 2026

Os temporais e seus resultados em Santiago RS





Na imagem dias 30/09 para 01/10/2011 Rajadas de 112 km/h e mais de 100 casas atingidas destruiu antenas de TV e Internet: Foto Márcio Brasil    

 Estas informações  históricas mostram claramente que os meses de setembro, outubro e dezembro concentram os eventos mais severos em Santiago. 

Fontes: Fonte: npexpresso/ Rafael Nemitz / Defesa Civil/ Inmet. Uma breve análise climatológica de Santiago RS.

Conclusões do histórico

  • Outubro é o mês com maior frequência de granizo e vendavais severos.
  • Setembro e dezembro apresentam os ventos mais intensos.
  • O maior vento registrado no levantamento foi de 153 km/h em 28 de dezembro de 2013.
  • Os anos de 2015, 2017, 2022, 2023 e 2025 aparecem com vários episódios significativos.
  • O El Niño de 2015 coincidiu com o outubro mais chuvoso da série, com 422,6 mm.
  • Os eventos mais destrutivos por granizo ocorreram em 7 e 21 de outubro de 2015 e em 4 de outubro de 2023.
  • Os maiores impactos por vento ocorreram em 1º de outubro de 2011, 19 de outubro de 2017, 25 de setembro de 2023 e 12 de outubro de 2025.

Eventos de maior destaque

DataFenômenoDestaque
30/09–01/10/2011VendavalRajadas de 112 km/h e mais de 100 casas atingidas
07/10/2015Granizo383 residências atingidas e 40 mil metros de lona
21/10/2015GranizoMais de 100 famílias procuraram ajuda
19/10/2017VendavalRajadas de 104 km/h e 112 casas destelhadas
25/09/2023CicloneVento de 79 km/h, granizo e destelhamentos
04/10/2023Granizo severoCerca de 150 casas danificadas
12/10/2025VendavalRajadas de 99 km/h, queda de árvores e postes
06/04/2026GranizoSem danos, mantendo a marca de 56 tempestades

Distribuição dos temporais ao longo do ano

  • Janeiro: granizo e tempestades localizadas.
  • Fevereiro: episódios de chuva extrema e alagamentos.
  • Março: vendavais moderados a fortes.
  • Abril e maio: temporais associados a frentes frias.
  • Julho e agosto: granizo e ventos ocasionais.
  • Setembro: início da temporada severa.
  • Outubro: mês mais crítico.
  • Novembro: temporais menos frequentes.
  • Dezembro: vendavais intensos e tempestades de verão.

Conclusão

O histórico mostra que Santiago possui uma elevada incidência de fenômenos meteorológicos severos, principalmente entre setembro e dezembro. O mês de outubro se destaca como o mais perigoso, tanto pelo número de episódios quanto pelos danos registrados. Os eventos de 2011, 2015, 2017, 2023 e 2025 figuram entre os mais significativos das últimas décadas.

Esse levantamento também evidencia que nem sempre a quantidade de chuva determina a gravidade do temporal. Em vários casos, acumulados relativamente baixos foram acompanhados de ventos destrutivos ou granizo de grande intensidade.

Fonte: npexpresso/ Rafael Nemitz / Defesa Civil/ Inmet. Uma breve análise climatológica de Santiago RS.

sábado, 27 de junho de 2026

A intensidade do El Niño

 A intensidade do El Niño é classificada pelo Índice Oceânico Niño (ONI), que mede a anomalia de temperatura da superfície do mar na região do Pacífico Equatorial Central (conhecida como Niño 3.4). O fenômeno é dividido em quatro categorias com base no desvio de temperatura:

  • Fraco: Anomalia de 0,5°C a 0,9°C.
  • Moderado: Anomalia de 1,0°C a 1,5°C.
  • Forte: Anomalia de 1,6°C a 1,9°C.
  • Muito Forte: Anomalia igual ou superior a 2,0°C. 
  • A classificação oficial é confirmada por agências como o Climate Prediction Center da NOAA e, no Brasil, pelo monitoramento conjunto do INMET e do CPTEC/INPE. [1]
Em termos de impacto climático global, enquanto a intensidade determina a força das alterações na atmosfera, as consequências clássicas do El Niño incluem o aumento das chuvas e temperaturas na Região Sul do Brasil, e secas severas nas regiões Norte e Nordeste.

Dias com temperaturas mínimas abaixo de 5°C em Santiago (RS) durante cada inverno astronômico:

Pesquisa:

Número de dias com temperaturas mínimas abaixo de 5°C em Santiago (RS) durante cada inverno astronômico:
• Inverno de 2009: 13 dias
• Inverno de 2010: 18 dias
• Inverno de 2011: 18 dias
• Inverno de 2012: 9 dias
• Inverno de 2013: 18 dias
• Inverno de 2014: 11 dias
• Inverno de 2015: 3 dias*
• Inverno de 2016: 10 dias
• Inverno de 2017: 6 dias
• Inverno de 2018: 12 dias
• Inverno de 2019: 15 dias
• Inverno de 2020: 17 dias
• Inverno de 2021: 13 dias
• Inverno de 2022: 7 dias
• Inverno de 2023: 12 dias
• Inverno de 2024: 17 dias
• Inverno de 2025: 13 dias
A média entre os invernos de 2009 a 2025 é de aproximadamente 12 dias com temperaturas mínimas abaixo de 5°C por inverno astronômico em Santiago.
Os invernos de 2010, 2011 e 2013 apresentaram 18 dias com mínimas inferiores a 5°C, enquanto 2020 e 2024 registraram 17 dias, destacando-se entre os períodos mais frios da série.
O inverno de 2015 foi o menos rigoroso, com apenas 4 dias abaixo de 5°C, seguido por 2017, com 6 dias, e 2022, com 7 dias.
Os dados mostram uma grande variabilidade entre os invernos em Santiago RS, alternando períodos mais frios e outros mais amenos ao longo dos últimos anos.
*O inverno de 2015 coincidiu o episódio de El Niño que estava nos meses daquele inverno entre moderado a forte o que pode ter contribuído para a menor frequência de temperaturas abaixo de 5°C naquele ano.
Fonte: Estação Meteorológica do Inmet em Santiago/EmbrapaAgritempo

sábado, 20 de junho de 2026

As maiores precipitações em Santiago RS e a Distribuição por fase do ENOS

Imagem atualizada de 20 de junho de 2026

 A análise desses dados mostra que os maiores volumes de chuva ocorreram sob diferentes fases do ENOS (El Niño-Oscilação Sul), indicando que eventos extremos de precipitação não dependem exclusivamente do El Niño forte.

Ranking dos maiores acumulados

PosiçãoMês/AnoChuva (mm)Fase do ENOSAnomalia
Junho/2025592,6 mmNeutralidade-0,4°C
Novembro/2009574,4 mmEl Niño+1,3°C
Setembro/2023482,2 mmEl Niño+1,1°C
Janeiro/2019481,2 mmEl Niño+0,6°C
Maio/2024454,5 mmNeutralidade-0,3°C
Maio/2025438,7 mmLa Niña-0,5°C
Outubro/2015422,6 mmEl Niño forte+2,2°C
Abril/2024421,8 mmNeutralidade+0,1°C
Janeiro/2010421,6 mmEl Niño+1,5°C
10ºDezembro/2015400,6 mmEl Niño muito forte+2,4°C
11ºOutubro/2012384,8 mmNeutralidade+0,2°C
12ºOutubro/2019373,0 mmNeutralidade+0,1°C
13ºDezembro/2012346,0 mmNeutralidade-0,4°C

Distribuição por fase do ENOS

  • El Niño: 6 casos
  • Neutralidade: 6 casos
  • La Niña: 1 caso

Principais conclusões

  1. O maior acumulado da série ocorreu em neutralidade.
    Junho de 2025 registrou 592,6 mm, mesmo com a temperatura do Pacífico em -0,4°C, condição de neutralidade fria.
  2. Eventos extremos ocorreram em todas as fases do ENOS.
    Há exemplos de chuva muito elevada em:
    • El Niño moderado e forte;
    • Neutralidade;
    • La Niña.
  3. El Niño anomalia acima de 2°C, forte não garante os maiores volumes.
    Os episódios de 2015, quando o Pacífico atingiu +2,2°C e +2,4°C, produziram acumulados elevados, mas inferiores aos registrados em junho de 2025.
  4. A neutralidade aparece com frequência.
    Seis dos treze maiores eventos ocorreram em meses classificados como neutros, mostrando que outros fatores atmosféricos também são importantes.
  5. A intensidade do El Niño não apresenta relação direta com o volume de chuva.
    Por exemplo:
    • Janeiro de 2019: +0,6°C → 481,2 mm.
    • Outubro de 2015: +2,2°C → 422,6 mm.
    • Dezembro de 2015: +2,4°C → 400,6 mm.

Conclusão

Os dados indicam que chuvas extremas podem ocorrer durante El Niño, La Niña ou neutralidade. O El Niño aumenta a probabilidade de períodos chuvosos em partes do Sul do Brasil, mas os maiores acumulados não dependem necessariamente de um El Niño forte. A atuação de frentes frias, rios atmosféricos, bloqueios, ciclones e outros padrões atmosféricos regionais também exerce grande influência sobre os eventos extremos de precipitação.

Calor histórico quebra recordes de julho em Porto Alegre e Santiago

  Calor histórico quebra recordes de julho em Porto Alegre e Santiago A intensa massa de ar quente que atuou sobre o Rio Grande do Sul provo...