terça-feira, 29 de setembro de 2026

REGISTRO DE TEMPORAIS E EVENTOS METEOROLÓGICOS EM SANTIAGO

 

REGISTRO DE TEMPORAIS E EVENTOS METEOROLÓGICOS EM SANTIAGO

JANEIRO

01 — Janeiro de 2016: Porto Alegre teve rastro de destruição, onde as rajadas de vento passaram dos 120 km/h.

02 — 15 de janeiro de 2020: vento de 60 km/h. Causou danos na estrutura do Teatro Serelepe.

03 — 02 de janeiro de 2026: granizo de forte intensidade no interior dos municípios de Santiago, Capão do Cipó e Tupanciretã. Granizo intenso atingiu a região da divisa dos municípios de Santiago, Capão do Cipó e Tupanciretã, na tarde desta sexta-feira, 2 de janeiro de 2026, na localidade da Federação, no sentido do Passo da Lage. Foi por volta das 16h, causando danos em plantações. Não temos informação, até o momento, do valor do prejuízo e de quais propriedades foram atingidas.


FEVEREIRO

04 — 19 de fevereiro de 2017: vento de até 50 km/h, chuva de 17 mm. A cidade foi atingida por granizo. Árvore caiu na pracinha de brinquedos.

05 — 20 de fevereiro de 2017: vento de 39 km/h. Uma só pancada de chuva, entre as 18h e 19h, gerou 59,6 mm, isso em questão de 30 minutos. Alagamentos nunca vistos aconteceram em vários bairros da cidade.

06 — 22 de fevereiro de 2017: vento, às 14 horas, de até 91 km/h. Junto, uma pancada de 39 mm. Derrubou o muro da Subestação da RGE Sul, nas proximidades da Escola Thomás Fortes. Alagamentos.

07 — 11 de fevereiro de 2019: vento de 81 km/h.

08 — 06 de fevereiro de 2025: às 07 horas, rajadas de vento de até 128 km/h. Não atingiu a região urbana.


MARÇO

09 — 07 de março de 2022: vento de 74 km/h. Árvores caíram sobre uma residência. Na Rua Carovi, bairro Itu, e no bairro Nei Pereira, a ventania destelhou parte de uma casa, na Rua Flores da Cunha.

10 — 21 de março de 2024: vento de até 81 km/h. A fachada da Andrade Tênis, no Calçadão, foi arrancada pelo vento. Houve várias árvores caídas em diversas ruas da cidade, tanto no Centro como nos bairros. As das fotos caíram na Getúlio Vargas.

A força do vento derrubou também uma estrutura de ferro da parada de ônibus existente na Pracinha de Brinquedos, em frente ao PAM. Na região da Estação Ferroviária, um poste cedeu e, por muito pouco, não atingiu uma casa. Ninguém se feriu.

O site recebeu relatos de moradores com danos em suas casas, que estavam buscando os Bombeiros e a Defesa Civil para pedir lonas. Ainda não se sabia o número de bairros com problemas.

Também houve relatos de falta de energia elétrica por causa do tempo severo. A Brigada Militar auxiliou os Bombeiros e a Defesa Civil nas ocorrências em andamento, mesmo com o temporal ainda forte.

Em caso de emergência, acione a Defesa Civil pelo (55) 9.8428-7331, 193 dos Bombeiros ou 190 da BM.


ABRIL

11 — 20 de abril de 2010: vento de até 84 km/h.

12 — 05 de abril de 2012: vento de 85 km/h. Em Santiago, uma casa foi parcialmente destelhada.

13 — 20 de abril de 2015: vento de 72 km/h.

14 — 25 de abril de 2017: vento de 78 km/h.

15 — 26 de abril de 2022: na madrugada, vento de até 81 km/h. Junto com o vento, uma pancada de chuva de 26,2 mm. Bairros afetados: Vila Rica e Guabiroba e, no Rincão dos Vianas, residências tiveram casas destelhadas pelo vento. Árvores caíram em escolas.

16 — 29 e 30 de abril de 2024: 65 cidades relataram problemas. Microexplosão.

Terça-feira: chuva às 00h10. Pancada forte deu 32,6 mm. No mesmo dia, chuva às 15h50, de moderada a forte, com trovoadas. Durou cerca de 7 minutos e depois diminuiu. Muitos relâmpagos (4.379).

Chuva às 21h56, forte e com trovoadas, até as 22h23. Chuva às 23h16. Das 22h até as 23h.

Estragos da microexplosão no Varejão, em Santiago. Estradas bloqueadas entre Santa Maria e Porto Alegre. Na cidade, vento de 50 km/h.

17 — 06 de abril de 2026: antes, relâmpagos e trovoadas. Às 20h19 começou a chuva. Houve pancada forte de chuva às 20h40 e granizo às 20h45. Granizo até moderado, mas sem estragos, segundo a Defesa Civil. Sem problemas.


MAIO

18 — 23 de maio de 2015: vento de 71 km/h.

19 — 12 de maio de 2020: chuvarada de 150 mm em 24 horas.

20 — 28 de maio de 2022: chuva às 20h37, até moderada, e rajada de vento de até 54 km/h. Às 20h45 terminou.

Caiu pedra no Pilão d'Água, com danos no telhado, e em Itacurubi. O Inmet soltou alerta. Foram registrados 17,5 mm. Em 5 minutos, acumulou bastante granizo.

21 — 08 de maio de 2025: queda de granizo, mas sem problemas.


JULHO

22 — 11 de julho de 2022: uma segunda-feira. Pancada de chuva às 05h40 e às 06h51, com duração de 6 minutos. Deu 2 mm. Mais 16 mm das 16h às 20h30. Vento de até 72 km/h. Total de 18 mm. Queda de árvores no perímetro urbano. 126 mil clientes ficaram sem luz.

23 — Julho de 2022: dia 11, vento de 72 km/h. Vento Norte desde as 04h do dia 14 de julho até a segunda e terça-feira (21). No dia 17, vento em Santiago de 73 km/h. Choveu no dia 19. Nos bairros Monsenhor Assis e Lulu Genro caiu granizo pequeno.

24 — 27 e 28 de julho de 2026: granizo na Florida e alagamentos na cidade na noite do dia 28. A Defesa Civil (DC) de Santiago divulgou dados sobre o efeito da chuva na cidade entre a noite de segunda-feira (27) e as primeiras horas da manhã desta quarta.

Entre os números apresentados por Paulo Acosta, responsável pela Defesa Civil no município, estão o registro de granizo em alguns bairros, vento próximo dos 60 km/h e queda de uma árvore. Não há relatos de alagamentos.

Dentro da cidade, a queda de uma árvore foi registrada no bairro Castilhos. A mesma foi removida ainda durante a noite e o trânsito liberado no local.

De acordo com Acosta, cerca de 450 clientes estavam sem energia elétrica em Santiago. A falta de energia provocou interrupção no abastecimento de água, já que atingiu o sistema de bombeamento da Corsan.

Também consta no arquivo: dia 27/07/2026, queda de vegetação na BR-287, já retirada.


AGOSTO

25 — 02 de agosto de 2025: granizo fino pela manhã, durante cerca de 3 minutos, em alguns pontos. No interior de Unistalda houve granizo. Chuva forte, com vento em Santiago de até 64 km/h. Chuva naquele dia: 23,3 mm.


SETEMBRO

26 — 11 de setembro de 2009: vento de 90 km/h.

27 — 27 de setembro de 2009: vento de 88 km/h.

28 — 30 de setembro de 2011 para 1º de outubro de 2011: o vento chegou aos 112 km/h. A chuva no dia 30 de setembro foi de 17,8 mm. Na hora do vento de 112 km/h, deu apenas 7,4 mm. Derrubou a antena do Don Nilton.

Após o temporal, choveu ainda 32 mm no dia 1º de outubro. Naquele outubro de 2011, choveu 151,8 mm. Não houve relatos de granizo.

O evento também deixou mais de 100 casas destelhadas ou semidestelhadas, prédios avariados, árvores arrancadas, postes de energia elétrica caídos, antenas parabólicas arrancadas e vários automóveis danificados.

29 — 02 de setembro de 2014: duas tempestades consecutivas, que duraram entre 12 e 15 minutos. A primeira ocorreu por volta das 5h50 ou 6h. Entre 100 e 300 casas foram destelhadas. Uma segunda tempestade ocorreu perto das 8 horas. Entre 700 e 800 casas foram atingidas. Bairros: Riachuelo, Lulu Genro, São Jorge, Gaspar Dutra e Santiago Pompeu.

30 — 07 de setembro de 2021: madrugada instável, com trovoadas e quase nenhuma chuva. Às 05h50, em São Vicente do Sul, vento de até 64 km/h. Às 07h15, a chuva começou e deu granizo às 07h29.

Vento até forte e rápido. Às 05h25, durou cerca de 20 minutos, com rajadas de 43 km/h. A chuva deu 24,2 mm.

O vento arrancou a cobertura da Fazendinha, na localidade do Boqueirão. Houve queda de granizo, mas sem danos em Santiago.

31 — 25 de setembro de 2023: ciclone em Santiago às 09 horas, com vento de 79 km/h. Vento e granizo. Casas foram destelhadas, árvores e postes caíram.

32 — 21 de setembro de 2025: domingo. Granizo fino às 03h50. Vento de 43 km/h. Chuva de 56 mm. Temporais de vento e granizo em outras cidades. A Defesa Civil não teve chamada. Uma árvore caiu na Zico Almeida e foi retirada pelos Bombeiros.

33 — 26 a 29 de setembro de 2026: a instabilidade veio do Oeste, passou pelo Alegrete e veio para Santiago. No sábado, dia 26, às 20h45, caiu granizo. Granizo médio e grande, por até 10 minutos.

Cerca de 90% do GHS foi atingido, junto com o Laboratório. Mais de 4 mil residências foram atingidas e mais de 2 mil moradores procuraram ajuda. Aulas suspensas.

Foram quatro dias seguidos de chuva: 26, 27, 28 e 29. Total de 140 mm em quatro dias.

A situação das casas se agravou, pois, mesmo com lonas, passava água. Faltaram lona, manta asfáltica, maçarico e gás. Venderam aluzinco a R$ 40 o metro. As lojas lotaram. Foi um caos na cidade.


OUTUBRO

34 — 11 de outubro de 2009: vento de 90 km/h.

35 — 21 de outubro de 2013: à 1h da madrugada, vento de 54 km/h. Várias cidades ficaram momentaneamente sem energia elétrica, entre elas Santiago. Trabalhadores retiraram dinheiro do FGTS para cobrir gastos com milhares de telhados.

36 — 19 de outubro de 2014: às 2h37, vento de até 108 km/h. Em São Francisco de Assis, mais de 400 casas foram destelhadas.

37 — 07 de outubro de 2015: uma quarta-feira, à noite, às 20h55. Temporal de granizo em Santiago. Uma granizada de até 10 minutos resultou em 40 mil metros de lonas distribuídas e 383 residências atingidas.

Santa Maria teve vento de até 61 km/h. São Borja, 77 km/h. Em Santiago, o vento atingiu 69 km/h. Foi registrado como o pior temporal de granizo da história. As pedras de granizo caíram 14 dias depois de outro evento.

38 — 21 de outubro de 2015: a chuva, que não passou dos 5 mm, trouxe granizo. Mais de 100 pessoas estiveram nos Bombeiros quando as lonas se esgotaram. As aulas da rede municipal foram suspensas.

Casas destelhadas nos bairros Riachuelo, Vista Alegre, Guabiroba e Ana Bonato. No dia 21, foram registrados 23,2 mm.

Naquele outubro de 2015, choveu a maior quantidade já registrada em um mês de outubro: 422,6 mm. O jornal A Folha registrou granizo no dia 21 de outubro de 2015, às 18h15.

39 — 01 de outubro de 2017: vento de 72 km/h.

40 — 19 de outubro de 2017: vento de 104 km/h. Houve queda de árvores na BR-287. Dezoito cidades da Região Central sofreram danos. Em Santiago, 112 casas foram destelhadas. Três delas tiveram queda de granizo. Foram distribuídos 3,5 mil metros de lona. Houve queda de energia elétrica e danos nas linhas telefônicas.

No mesmo evento, foram registrados 39 mm de chuva de madrugada e vento entre 01h e 03h, precisamente às 02h37. Árvores da pracinha foram arrancadas.

41 — 21 de outubro de 2017: granizo.

42 — 06 de outubro de 2022: às 04h09, uma trovoada foi confundida com terremoto de 4,5 na escala Richter pelo Google.

43 — 31 de outubro de 2022: vento constante durante toda a noite. Às 04h45 começou a chuva, mais moderada e às vezes forte. Chuviscou antes. Trovoadas às 05h13 e 05h22. Vento entre 46 e 52 km/h na madrugada.

Às 05h41, a chuva acalmou. Às 05h45 voltou a chover, até forte. Total de 22,8 mm. Derrubou uma árvore na Rua João Oliveira, 133.

44 — 04 de outubro de 2023: durante o dia, muita umidade. À tarde, choveu e, à noite, às 19h13, houve vento. Entre 21h e 22h, e exatamente às 22h40, houve ocorrência de vento e granizo.

Também houve granizo em Unistalda. Cerca de 80 pessoas pegaram lona. Foram distribuídos 600 metros de lona. Chuva de 13,4 mm. As pedras tinham tamanho de um ovo, segundo o chefe da Defesa Civil de Santiago (RS).

A chuva de granizo destruiu 150 casas. Força-tarefa distribuiu lona e iria doar telhas a famílias mais carentes. O balanço indicou danos em três bairros do município.

45 — 24 de outubro de 2024: quinta-feira. Madrugada tranquila, mas a chuva começou às 07h56. Chuvarada e céu escurecido. Granizo em São Francisco de Assis. Ventania em Cacequi destruiu silos.

Às 19h15, houve vento. Neste dia, entre as 08h e 13h, choveu em Santiago 55,4 mm. Vento de Sul-Sudoeste de até 65 km/h.

46 — 05 e 06 de outubro de 2025: na noite dos dias 5 e 6, madrugada. No dia 5, vento de 45 km/h. Santiago foi atingida por temporal de vento de até 59 km/h. Chuva nos dois dias: 60,8 mm.

Em Triunfo, houve granizo. Em Itaqui, 12 casas foram destelhadas. Houve deslizamento de terra entre Santa Maria e Itaara. Três cidades tiveram problemas. Jaguari teve uma escola destelhada. Getúlio Vargas também foi citado no registro.

47 — 12 de outubro de 2025: madrugada. Queda de granizo pequeno. A média da chuva foi pouca: 16 mm. Porém, o vento de 99 km/h ocasionou queda de árvores e postes e atingiu cinco residências.

A Defesa Civil distribuiu 96 metros de lona. Bombeiros combateram até incêndio. Houve fios sobre estradas na BR-287, entre Santiago e Jaguari. A PRF e moradores retiraram galhos e árvores que obstruíam a rodovia.

Bombeiros atenderam ainda ocorrências nos bairros Belizário e Lulu Genro. No interior, 262 consumidores ficaram sem energia elétrica. Vila Branca, no interior de Santiago, próximo à BR-287.


NOVEMBRO

48 — 13 de novembro: a Escola João Eduardo Witt Schitz ficou alagada por temporal. Das 28 salas, a maioria alagou.

49 — 27 de novembro de 2013: vento de 69 km/h. No momento, houve uma pancada de chuva de 33,6 mm. Há filmagem no Blog do Rafael.

50 — 01 de novembro de 2016: houve apagão de energia elétrica. Vento de 46 km/h. Temporais em várias cidades.

51 — 17 para 18 de novembro de 2023: vento e chuva provocaram oscilação na rede elétrica. Uma linha de transmissão foi atingida.

No dia 18 de novembro, houve chuva de madrugada e vento às 03h45, de até 79 km/h. Raio às 04h03. Apagou a luz às 03h30. Chuva de 41,6 mm, mais 1 mm às 18h15, totalizando 42,6 mm.

Um sol até apareceu durante a tarde, mas não por muitas horas, talvez duas horas. De tardinha, choveu mais 1 mm.

O registro também menciona que, no dia 7 de novembro, Paraná e Santa Catarina tiveram três tornados. Santiago teve vento de até 34 km/h. O evento foi associado a um ciclone, com repercussão internacional, seis mortos e mais de 700 feridos.


DEZEMBRO

52 — 11 de dezembro de 2011: vento de 61 km/h.

53 — 05 de dezembro de 2013: quinta-feira. Vento de até 65 km/h. Uma pancada de chuva deu 29,6 mm entre as 05h e 06h da manhã. Mais de 100 clientes ficaram sem luz. Santiago teve chuva e vento.

54 — 27 de dezembro de 2013: domingo. Vento de até 70 km/h. Chuva quase nada, menos de 1 mm. Houve queda de energia elétrica, mas sem desligamento da rede. Aconteceu por volta das 18h30.

55 — 28 de dezembro de 2013: entre as 21h e 22h, ventania circundou a cidade, com vento de até 153 km/h, atingindo parte de Jaguari.

56 — 20 de dezembro de 2014: vento de 80 km/h às 17 horas. Vento localizado, com queda de árvores. Bombeiros entregaram lonas para sete famílias que tiveram danos no telhado das residências.

57 — 15 de dezembro de 2019: destelhamentos e falta de energia elétrica. Um poste caiu no bairro Maria Alice Gomes. Vento de 105 km/h.

58 — 02 de dezembro de 2023: madrugada tranquila. A chuva começou às 08h49. À tardinha, houve sol e nuvens no horizonte. Chuva de 19,4 mm. O sol não apareceu entre as 9h e 10h. Vento de até 52 km/h.

Galhos de árvores podres caíram sobre carros perto do HGUS.

59 — 18 de dezembro de 2023: começou com sol, mas, ao longo do dia, foi fechando. Por volta das 15h30, começou vento que chegou a 94,6 km/h. Faltou luz das 17h às 02h18 do dia 19.

Chuva de apenas 9,6 mm. Ventos de 84,6 km/h provocaram a queda de quatro torres de energia entre São Vicente do Sul e Jaguari. Parte do telhado da Rodoviária de Jaguari foi arrancada. Doze cidades foram atingidas e 50 mil clientes ficaram sem luz.

60 — 31 de dezembro de 2025: não foi temporal de vento, mas houve alagamentos. À tarde, chuva até calma. Entre as 14h20 e 14h45, uma pancada de 47,5 mm. Como havia chovido antes, o total chegou a 56,2 mm.

Diversos alagamentos ocorreram na Rua Tito Beccon, perto da Kubiça, Félix da Cunha e outros locais.


60 ocorrências/eventos meteorológicos documentados, distribuídos de 2009 a 2027, com forte concentração em alguns períodos do ano.

Abaixo está a análise detalhada dos 60 registros meteorológicos apresentados, abrangendo distribuição sazonal, intensidade de ventos, eventos extremos e áreas mais vulneráveis em Santiago (RS) e região.

1. Distribuição Mensal e Sazonal dos Eventos

O histórico demonstra que a severidade meteorológica em Santiago possui picos bem definidos nas estações de transição:

  • Outubro (Pico Anual de Severidade): É o mês mais crítico, somando 14 registros (23,3% do total). Destaca-se pela combinação severa de vendavais acima de 100 km/h e granizo recorrente (como nos anos de 2009, 2014, 2015, 2017 e 2023).

  • Setembro e Dezembro: Empatam em segundo lugar com 8 registros cada. Setembro sobressai-se pelos episódios marcantes de destruição por granizo/vendaval (ex: set/2014 e set/2026). Dezembro concentra eventos de rajadas intensas de verão/microexplosões de fim de ano.

  • Abril: Soma 7 registros, mostrando um padrão marcante de frentes frias ou microexplosões no outono.

  • Fevereiro: Registra 5 eventos, fortemente marcados por pancadas convectivas de altíssimo volume em curto intervalo de tempo.

2. Picos de Vento e Rajadas Máximas Registradas

Dos eventos com medição expressa de velocidade do vento, os maiores registros ocorridos na cidade/região foram:

  1. 153 km/h — 28 de dezembro de 2013 (Ventania devastadora na cidade e região)

  2. 128 km/h — 06 de fevereiro de 2025 (Fora da área urbana)

  3. 120+ km/h — 01 de janeiro de 2016 (Pico de destruição registrado em Porto Alegre)

  4. 112 km/h — 30 de setembro / 01 de outubro de 2011 (Derrubou antenas, postes e causou mais de 100 destelhamentos)

  5. 108 km/h — 19 de outubro de 2014

  6. 105 km/h — 15 de dezembro de 2019

  7. 104 km/h — 19 de outubro de 2017

  8. 99 km/h — 12 de outubro de 2025

  9. 94,6 km/h — 18 de dezembro de 2023 (Derrubou 4 torres de energia regional)

  10. 91 km/h — 22 de fevereiro de 2017

3. Precipitações Acumuladas e Chuva Intensa em Curto Tempo

A análise aponta dois padrões distintos de chuva na cidade:

  • Pancadas Convectivas (Alta Intensidade e Curta Duração):

    • 20/02/2017: 59,6 mm em apenas 30 minutos (provocou alagamentos históricos).

    • 31/12/2025: 47,5 mm em 25 minutos (acumulou 56,2 mm no dia e gerou alagamentos na Tito Beccon e Félix da Cunha).

    • 24/10/2024: 55,4 mm concentrados entre 08h e 13h.

  • Volume Acumulado / Eventos Prolongados:

    • Outubro de 2015: Maior volume mensal acumulado da história do registro (422,6 mm).

    • 12/05/2020: Volume diário extremo de 150 mm em 24 horas.

    • 26 a 29/09/2026: 140 mm acumulados em 4 dias seguidos de instabilidade contínua.

4. Ocorrências de Granizo

O granizo é o fenômeno que mais gera desabastecimento de materiais e necessidade de lonas na cidade:

  • Piores Casos Registrados:

    • 26 a 29 de setembro de 2026: Granizo de médio a grande porte por até 10 minutos. Atingiu cerca de 90% do Hospital GHS, o Laboratório e mais de 4.000 residências, gerando colapso na venda de lonas/telhas e suspensão de aulas.

    • 07 de outubro de 2015: Granizo por até 10 minutos atendeu 383 residências e exigiu 40.000 metros de lona (com reincidência de granizo apenas 14 dias depois, em 21/10).

    • 21 de outubro de 2015: Uma nova tempestade severa de granizo atingiu a cidade no fim da tarde, destruindo telhados de construções — incluindo o quartel da Brigada Militar e o posto da Polícia Rodoviária Federal (PRF) —, além de quebrar para-brisas de veículos e deixar pontos sem energia elétrica.

    • 22 de outubro de 2015: As aulas da rede municipal de ensino foram suspensas devido aos estragos provocados pelas pedras de gelo nas estruturas das escolas 

    • 04 de outubro de 2023: Pedras do tamanho de ovos destruíram 150 casas.

    • 02 de janeiro de 2026: Granizo intenso no interior (Federação, divisa com Capão do Cipó e Tupanciretã), com sérios danos a lavouras.

5. Locais e Bairros Frequentemente Mencionados nos Registros

A recorrência de locais no histórico mapeia as áreas urbanas e rurais de maior vulnerabilidade:

  • Bairros Atingidos (Destelhamentos e Danos):

    • Riachuelo, Lulu Genro, Guabiroba, Ana Bonato, Vista Alegre, Belizário, Vila Rica, Itu, Nei Pereira, São Jorge, Gaspar Dutra e Santiago Pompeu.

  • Pontos Críticos de Alagamento:

    • Rua Tito Beccon (perto da Kubiça) e Rua Félix da Cunha.

  • Pontos de Danos Estruturais e Queda de Árvores/Postes:

    • Pracinha de Brinquedos / PAM (queda de árvore e parada de ônibus).

    • Calçadão / Andrade Tênis.

    • Rua Getúlio Vargas, Rua Carovi, Rua João Oliveira e Zico Almeida.

    • Entorno do Hospital (GHS / HGUS) e Subestação da RGE Sul (Escola Thomás Fortes).

    • Região da Estação Ferroviária.

  • Rodovias e Zonas Rurais:

    • BR-287 (obstrução constante por vegetação e fios de alta tensão entre Santiago, Jaguari e Santa Maria).

    • Localidade da Federação, Rincão dos Vianas, Pilão d'Água e Vila Branca.

6. Impactos em Infraestrutura e Serviços Públicos

  1. Rede Elétrica e Abastecimento de Água: Ventos fortes (geralmente acima de 70 km/h) costumam derrubar postes, romper redes ou derrubar torres de transmissão regional (como no trecho São Vicente–Jaguari), resultando em apagões generalizados. Isso frequentemente paralisa o bombeamento de água da Corsan (ex: julho/2026).

  2. Esgotamento de Recursos de Emergência: Em grandes tempestades de granizo (outubro/2015, outubro/2023 e setembro/2026), o estoque municipal de lonas e materiais de cobertura esgota-se rapidamente, exigindo força-tarefa dos Bombeiros e Defesa Civil.

quarta-feira, 23 de setembro de 2026

Análise das chuvas na primavera meteorológica em Santiago (RS)

 

Análise das chuvas na primavera meteorológica em Santiago (RS)

Trimestre: setembro, outubro e novembro — período de 2009 a 2025

A análise dos acumulados de chuva permite observar as diferenças entre as primaveras, identificar os períodos mais chuvosos e mais secos e comparar esses registros com as condições do fenômeno ENOS (El Niño, La Niña e neutralidade).

É importante lembrar que El Niño e La Niña podem influenciar a distribuição das chuvas no Rio Grande do Sul, mas não determinam, isoladamente, quanto vai chover em cada primavera.

1. Acumulados de chuva por primavera

AnoChuva acumuladaCondição do ENOS informada
2009966,1 mmEl Niño fraco a moderado
2010324,0 mmLa Niña
2011351,4 mmLa Niña
2012690,6 mmNeutro
2013431,5 mmNeutro
2014767,8 mmNeutralidade para La Niña fraca
2015847,8 mmEl Niño forte a muito forte
2016582,2 mmLa Niña
2017465,6 mmLa Niña
2018659,4 mmNeutralidade para El Niño fraco
2019666,8 mmNeutralidade
2020460,9 mmLa Niña
2021281,4 mmLa Niña
2022211,6 mmLa Niña
20231.060,8 mmEl Niño fraco a moderado
2024388,0 mmLa Niña
2025563,4 mmLa Niña

2. Resumo dos acumulados

Considerando os 17 anos apresentados:

Acumulado total: 9.719,3 mm.
Média por primavera: 571,7 mm.
Mediana: 563,4 mm.
Primavera mais chuvosa: 2023, com 1.060,8 mm.
Segunda mais chuvosa: 2009, com 966,1 mm.
Terceira mais chuvosa: 2015, com 847,8 mm.
Primavera mais seca: 2022, com 211,6 mm.
Segunda mais seca: 2021, com 281,4 mm.

A diferença entre o maior e o menor acumulado foi de 849,2 mm, mostrando uma grande variação da chuva entre as primaveras analisadas.


Resumo dos acumulados

Considerando os 17 anos apresentados:

Acumulado total: 9.719,3 mm.
Média por primavera: 571,7 mm.
Mediana: 563,4 mm.
Primavera mais chuvosa: 2023, com 1.060,8 mm.
Segunda mais chuvosa: 2009, com 966,1 mm.
Terceira mais chuvosa: 2015, com 847,8 mm.
Primavera mais seca: 2022, com 211,6 mm.
Segunda mais seca: 2021, com 281,4 mm.

A diferença entre o maior e o menor acumulado foi de 849,2 mm, mostrando uma grande variação da chuva entre as primaveras analisadas.


CHUVAS NA PRIMAVERA METEOROLÓGICA EM SANTIAGO

Analisando os acumulados de chuva dos meses de setembro, outubro e novembro, entre 2009 e 2025, observamos uma grande variação nos volumes registrados em Santiago.

A média dos 17 períodos analisados foi de 571,7 mm.

🌧️ A primavera mais chuvosa foi a de 2023, com 1.060,8 mm, seguida por 2009, com 966,1 mm, e 2015, com 847,8 mm.

☀️ Já a primavera mais seca foi a de 2022, quando foram registrados apenas 211,6 mm. Em 2021, o acumulado também foi baixo: 281,4 mm.

Esses números mostram como os volumes de chuva podem variar bastante de uma primavera para outra.

O levantamento também permite observar as condições do El Niño e da La Niña em cada período. Entretanto, a ocorrência desses fenômenos não explica, sozinha, todos os acumulados registrados, pois outros fatores atmosféricos também influenciam a distribuição das chuvas.

📊 Período analisado: setembro a novembro, de 2009 a 2025.

quinta-feira, 10 de setembro de 2026

De La Niña a um possível El Niño muito forte: veja a evolução das projeções em 2026 Nova projeção mensal da NOAA (através do Climate Prediction Center) sobre o status do El Niño/La Niña foi publicada hoje, quinta-feira, 10 de setembro de 2026 Publicado em 10/09/2026 10h17 . Última modificação 10/09/2026 15h15 .

 De acordo com a última atualização do NOAA/CPC, em agosto, as anomalias da temperatura da superfície do mar (TSM) ultrapassaram os 3°C no Pacífico Equatorial Leste. Esse aumento da TSM, juntamente com os outros índices de medição, indicam uma intensificação constante do El Niño até o final de 2026. Além disso, a probabilidade, no Hemisfério Sul, de um evento muito forte durante a primavera e o verão de 2026–2027, supera os 90%, enquanto há probabilidade de 75% de ser o evento mais forte registrado desde 1950, durante o trimestre outubro–novembro-dezembro de 2026. 

Os boletins mensais do Centro de Previsão Climática da Administração Nacional Oceânica e Atmosférica (CPC/NOAA), órgão meteorológico norte-americano, permitem verificar como as projeções para o El Niño–Oscilação Sul (ENOS) se modificaram ao longo de 2026, evidenciando a necessidade de atualização contínua das previsões climáticas. A sequência dos boletins permite acompanhar a transição de uma condição de La Niña para a fase de neutralidade e, posteriormente, o desenvolvimento e a intensificação de uma condição de El Niño, além das mudanças nas previsões para os meses seguintes.

As condições de La Niña e El Niño se alternam ao longo do tempo, intercaladas por períodos de neutralidade, em um ciclo associado ao ENOS. Dessa forma, à medida que novas informações sobre o estado do oceano e da atmosfera são incorporadas aos modelos, as projeções são atualizadas e podem apresentar mudanças significativas ao longo dos meses.

O ENOS é um fenômeno natural associado à interação entre o oceano e a atmosfera no Pacífico equatorial. O fenômeno apresenta três fases: El Niño, caracterizado pelo aquecimento das águas superficiais do Pacífico equatorial central e leste; La Niña, marcada pelo resfriamento dessas águas; e a fase de neutralidade, quando não são observadas condições características de El Niño/La Niña. Essas fases não ocorrem de maneira regular, mas se alternam de forma irregular, geralmente em intervalos de dois a sete anos.

As alterações associadas ao ENOS modificam os padrões de circulação atmosférica, temperatura e precipitação em diferentes partes do planeta. Por essa razão, embora seja um fenômeno natural, suas diferentes fases podem exercer influência significativa sobre o clima de diversas regiões, inclusive do Brasil.

A caracterização do ENOS, portanto, depende da análise conjunta das condições oceânicas e atmosféricas. Como essas condições evoluem ao longo do tempo, o acompanhamento do fenômeno também requer a avaliação contínua das projeções climáticas, que permitem estimar a probabilidade de manutenção, transição ou estabelecimento de determinada fase do ENOS nos meses seguintes. Essas projeções são atualizadas regularmente à medida que novas observações são incorporadas aos modelos, podendo apresentar mudanças tanto na intensidade quanto na probabilidade de ocorrência de El Niño, La Niña ou condições neutras. A evolução dessas previsões ao longo de 2026 permite compreender como as expectativas para o comportamento do ENOS foram sendo modificadas.

Evolução das projeções do ENOS em 2026

8 de janeiro de 2026 — La Niña ainda estava presente

Em janeiro, a condição observada ainda era de La Niña, e a NOAA mantinha o status de Aviso de La Niña. A previsão indicava 75% de probabilidade de transição para condições neutras entre janeiro e março. Naquele momento, a neutralidade era considerada o cenário mais provável até pelo menos o final do outono do Hemisfério Sul. A NOAA já identificava um aumento das chances de ocorrência de El Niño em horizontes mais longos, mas destacava a elevada incerteza associada a essas projeções.

12 de fevereiro — cenário ainda favorecia neutralidade

Em fevereiro, a fase La Niña ainda permanecia como condição observada, mas os sinais indicavam que esse episódio se aproximava do fim. A NOAA apontava 60% de probabilidade de transição para condições neutras entre fevereiro e abril, enquanto a probabilidade de manutenção da neutralidade entre junho e agosto chegava a 56%. Naquele momento, portanto, o cenário ainda favorecia a neutralidade, sem indicação de alta confiança para o estabelecimento do El Niño.

12 de março — NOAA inicia Vigilância de El Niño

Em março, a La Niña ainda permanecia como condição observada, mas já apresentava sinais de enfraquecimento. Ao mesmo tempo, as perspectivas para os meses seguintes começaram a mudar de forma mais significativa. Apesar de manter o Aviso de La Niña, a NOAA entrou em estado de Vigilância de El Niño (El Niño Watch). A probabilidade de formação do El Niño entre junho e agosto aumentou para 62%, e as projeções indicavam a possibilidade de que o fenômeno persistisse pelo menos até o final de 2026.

9 de abril — La Niña termina e possibilidade de El Niño aumenta

Em abril, as condições observadas passaram para neutralidade, caracterizando um período de ENOS-neutro. Com o encerramento da La Niña, a NOAA retirou o Aviso de La Niña, mas manteve o estado de Vigilância de El Niño. A probabilidade de formação do El Niño entre maio e julho chegou a 61%, e as projeções indicavam a possibilidade de continuidade do fenômeno pelo menos até o final do ano.

14 de maio — probabilidade de El Niño sobe para 82%

Em maio, as condições observadas ainda eram classificadas como ENOS-neutro, mas o aquecimento do Pacífico Equatorial já se tornava mais evidente. O índice semanal Niño 3.4 atingiu +0,4 °C, aproximando-se do limiar utilizado como referência para condições de El Niño. Diante da evolução das condições oceânicas e atmosféricas, a NOAA passou a indicar 82% de probabilidade de estabelecimento do El Niño entre maio e julho. Para dezembro de 2026 a fevereiro de 2027, a probabilidade de permanência do fenômeno chegou a 96%.

11 de junho — El Niño é oficialmente declarado

Em junho, o El Niño já era a condição observada, ainda em estágio inicial de desenvolvimento. Após confirmar o estabelecimento das condições do fenômeno, a NOAA alterou o status para Aviso de El Niño (El Niño Advisory). O índice semanal Niño 3.4 atingiu +0,7 °C, valor que, considerando a magnitude da anomalia naquele momento, situava-se na faixa associada a um El Niño fraco. Apesar disso, as projeções já indicavam um rápido fortalecimento do fenômeno em direção ao final de 2026 e ao verão 2026/2027 do Hemisfério Sul.

9 de julho — El Niño continua se fortalecendo

Em julho, o El Niño já apresentava intensidade moderada e continuava em processo de fortalecimento. O índice semanal Niño 3.4 alcançou +1,2 °C, valor associado a um episódio de intensidade moderada. A NOAA informou que o fenômeno continuaria se intensificando até o final do ano e estimou em 97% a probabilidade de sua permanência até o início do outono de 2027 no Hemisfério Sul. Embora a tendência de intensificação já estivesse claramente estabelecida, naquele momento o fenômeno observado ainda não havia alcançado a faixa de forte intensidade.

13 de agosto — Probabilidade superior a 90% de El Niño muito forte

Em agosto, o El Niño seguia em rápida intensificação, com os valores observados na região Niño 3.4 próximos da transição entre as faixas de intensidade moderada e forte. A média mensal do Niño 3.4 referente a julho chegou a +1,4 °C, enquanto outras regiões do Pacífico apresentavam aquecimento ainda mais expressivo, com o Niño 1+2 atingindo +2,9 °C. A anomalia de +1,4 °C na região Niño 3.4 encontrava-se no limite superior da faixa normalmente associada a um El Niño moderado e próxima do patamar de forte intensidade. Ao mesmo tempo, as projeções indicavam o rápido fortalecimento do fenômeno. A NOAA passou a indicar probabilidade superior a 90% de ocorrência de um El Niño muito forte durante o a primavera de 2026 e o verão de 2026/2027 no Hemisfério Sul.

10 de setembro — Probabilidade de 75% de ser o evento mais forte registrado desde 1950

O El Niño se intensificou ainda mais em agosto, com as anomalias da temperatura da superfície do mar excedendo +3,0 °C no Pacífico Equatorial Leste. Com exceção do índice Niño 4, que diminuiu para +0,1 °C, os valores dos demais índices Niño aumentaram, atingindo +1,8 °C na região Niño 3.4, +2,5 °C na região Niño 3 e +3,4 °C na região Niño 1+2. O El Niño continuará se intensificando até o final de 2026. A NOAA indicou probabilidade superior a 90% de ocorrência de um evento muito forte durante a primavera e o verão de 2026–2027 no Hemisfério Sul e probabilidade de 75% de ser o evento mais forte registrado desde 1950, durante o trimestre outubro–dezembro de 2026. Com um evento dessa magnitude, aumentam as chances de ocorrência de impactos consistentes com o El Niño.

Em resumo, o El Niño está se intensificando, com mais de 90% de probabilidade de ocorrência de um evento muito forte durante a primavera e o verão de 2026–2027 no Hemisfério Sul.


Por que o cenário projetado se altera ao longo do tempo?

A evolução das previsões ao longo de 2026 não representa uma contradição, mas reflete o processo natural de atualização das informações disponíveis. Essa é uma característica fundamental da ciência meteorológica e climática: as previsões são atualizadas à medida que novas informações são incorporadas.

No início do ano, havia maior incerteza sobre a evolução das condições do Pacífico Equatorial do que nos meses seguintes. Além das limitações naturais dos modelos em representar a complexa interação oceano-atmosfera, as condições observadas ainda não forneciam sinais suficientemente claros sobre a evolução do fenômeno. Com o avanço de 2026, o aquecimento das águas superficiais e subsuperficiais se intensificou, enquanto a atmosfera passou a responder a esse aquecimento de forma cada vez mais consistente com o desenvolvimento do El Niño. Com a incorporação de novas observações, os modelos também passaram a apresentar maior concordância, permitindo ajustes nas projeções e aumentando gradualmente a confiança nos cenários indicados.

É por isso que previsões realizadas com muitos meses de antecedência devem ser interpretadas em termos de probabilidades e tendências, e não como indicações de algo que necessariamente irá acontecer. À medida que novas observações são incorporadas e a evolução do sistema se torna mais clara, as projeções podem ser ajustadas, com aumento ou redução das probabilidades inicialmente estimadas.

Quais impactos o El Niño pode trazer para o Brasil?

De acordo com o Boletim nº 3 do Painel El Niño 2026–2027, divulgado em 1º de setembro pelo Instituto Nacional de Meteorologia (INMET), em conjunto com o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE), a Agência Nacional de Águas e Saneamento Básico (ANA), o Centro Nacional de Monitoramento e Alertas de Desastres Naturais (CEMADEN), o Serviço Geológico do Brasil (SGB), a Secretaria Nacional de Proteção e Defesa Civil (SEDEC) e o Centro Gestor e Operacional do Sistema de Proteção da Amazônia (CENSIPAM), as previsões climáticas para o trimestre setembro-outubro-novembro indicam diferentes padrões de chuva e temperatura entre as regiões do país, associados à evolução esperada do fenômeno.

Na Região Sul, especialmente no Rio Grande do Sul, e em áreas de São Paulo e Mato Grosso do Sul, há maior probabilidade de volumes de chuva acima da média histórica. Em sentido oposto, as Regiões Norte e Nordeste apresentam maior probabilidade de chuva abaixo da média. Áreas do Brasil Central e do Sudeste, incluindo partes de Mato Grosso, Tocantins, norte de Goiás, Minas Gerais e Espírito Santo, também apresentam maior probabilidade de chuva abaixo da média.

As temperaturas, por sua vez, apresentam tendência de permanecer acima da média em grande parte do território nacional. Isso não impede, entretanto, a ocorrência de episódios pontuais de queda de temperatura associados à passagem de massas de ar frio, especialmente durante o período de transição entre o inverno e a primavera.

Nas regiões central e norte do país, a combinação entre temperaturas elevadas e períodos prolongados de estiagem pode favorecer condições de maior risco de propagação do fogo, principalmente caso ocorra atraso no início da estação chuvosa. Na Amazônia Legal e no Pantanal, onde o período entre setembro e novembro normalmente marca a transição entre a estação seca e a chuvosa, o cenário indica possibilidade de prolongamento das condições de estiagem em algumas áreas, com redução da disponibilidade hídrica e aumento da vulnerabilidade aos incêndios florestais.

Na Região Sul, por outro lado, a maior probabilidade de chuva acima da média merece atenção para a possibilidade de episódios de chuva intensa, cheias e inundações, especialmente no Rio Grande do Sul. O próprio Painel destaca a necessidade de acompanhamento contínuo das condições meteorológicas e hidrológicas diante desse cenário.

É importante, entretanto, compreender os limites dessas previsões. As previsões climáticas representam tendências para períodos de vários meses e não permitem determinar antecipadamente quando ocorrerá uma tempestade, qual cidade será atingida por um evento extremo ou qual será o volume de chuva registrado em um episódio específico.

Além disso, nem todo evento meteorológico extremo ocorrido durante um episódio de El Niño é necessariamente causado pelo fenômeno. O El Niño modifica os padrões de circulação atmosférica e pode aumentar ou reduzir a probabilidade de determinados comportamentos de chuva e temperatura. Entretanto, a ocorrência e a intensidade de eventos específicos dependem também da atuação e da interação de diferentes sistemas meteorológicos, como frentes frias, ciclones, sistemas convectivos, massas de ar e outros mecanismos atmosféricos.

Da mesma forma, um El Niño mais intenso não significa automaticamente impactos mais severos em todas as regiões do Brasil. Episódios mais intensos podem aumentar a probabilidade de determinados impactos, mas sua ocorrência e magnitude dependem da interação entre diferentes fatores atmosféricos e oceânicos, além das condições já estabelecidas em cada região. O próprio INMET ressalta que um El Niño mais intenso não implica, necessariamente, impactos mais severos, embora possa aumentar a probabilidade de determinados eventos.

Por isso, o acompanhamento das condições meteorológicas precisa ocorrer em diferentes escalas de tempo. A previsão climática permite identificar tendências para os próximos meses; a previsão do tempo acompanha a evolução da atmosfera nos próximos dias; e, diante da possibilidade de condições meteorológicas adversas, o INMET emite avisos meteorológicos, que são atualizados conforme a evolução dos sistemas atmosféricos.

Assim, diante da perspectiva de intensificação do El Niño nos próximos meses, a principal recomendação é acompanhar continuamente as informações oficiais. O cenário climático é importante para a preparação e o planejamento, mas são o monitoramento contínuo, as previsões do tempo e os avisos meteorológicos que permitem acompanhar a evolução de eventos específicos e antecipar situações potencialmente severas.

A presença de um El Niño forte ou muito forte exige atenção, mas não permite atribuir automaticamente ao fenômeno todos os eventos extremos que possam ocorrer no país. Compreender essa diferença é fundamental para interpretar corretamente a informação climática e utilizá-la como ferramenta de preparação, prevenção e tomada de decisão.

segunda-feira, 7 de setembro de 2026

Últimos dias em que foi registrada temperatura abaixo de 5 °C

Últimos dias em que foi registrada temperatura abaixo de 5 °C 

2009: 29 de setembro: 2,5 °C;

2010: 15 de agosto: 4,8 °C;

2011: 22 de agosto: 4,1 °C;

2012: 26 de setembro: 4,9 °C;

2013: 24 de setembro: 4,9 °C;

2014: 29 de agosto: 4,5 °C;

2015: 12 de setembro: 2,9 °C;

2016: 22 de agosto: 4,3 °C;

2017: 21 de agosto: 4,3 °C;

2018: 26 de agosto: 4,7 °C;

2019: 5 de setembro: 4 °C;

2020: 20 de setembro: 4 °C;

2021: 3 de agosto: 4,3 °C;

2022: 23 de setembro: 4,5 °C;

2023: 28 de agosto: 3,1 °C;

2024: 27 de agosto: 4,1 °C;

2025: 7 de setembro: 4,7 °C.

quarta-feira, 2 de setembro de 2026

Semana Farroupilha em Santiago RS entre 2009 e 2025

Estudo da Semana Farroupilha

Como base, foi considerado o período de 14 a 20 de setembro, analisando as temperaturas mínimas e os dias de chuva em Santiago entre os anos de 2009 e 2025.

2009: mínima de 6,1 °C no dia 20. Choveu nos dias 16 e 17.

2010: mínima de 6,4 °C no dia 18. Choveu no dia 14, mas não chegou a 5 mm. Foi uma chuva sem expressão.

2011: mínima de 6,1 °C no dia 14. Choveu nos dias 17 e 19.

2012: mínima de 7,4 °C no dia 20. Choveu nos dias 17, 18 e 19.

2013: dia 17: 6 °C; dia 18: 2,4 °C; dia 19: 5 °C. Choveu no dia 15 e pouca coisa no dia 17.

2014: mínima de 9 °C no dia 16. Choveu somente no dia 14.

2015: mínima de 9,7 °C no dia 14. Choveu nos dias 17, 19 e 20.

O desfile de 20 de setembro foi cancelado por causa da doença do mormo. Foram 9 o número de cidades que não tiveram Desfiles Farroupilhas na Região Central, entre elas, Santiago.

2016: mínima de 5,4 °C no dia 15. Não choveu durante a Semana Farroupilha de 2016.

2017: mínima de 11,7 °C no dia 17. Choveu no dia 14.

2018: mínima de 13,1 °C no dia 16. Choveu nos dias 14 e 17.

2019: mínima de 8,5 °C no dia 20. Choveu no dia 17, mas menos de 5 mm.

2020: mínima de 4 °C no dia 20. Choveu nos dias 15 e 16.

2021: mínima de 6,6 °C no dia 15. Choveu no dia 17.

2022: mínima de 7,7 °C no dia 14. Choveu nos dias 18 e 19.

2023: mínima de 6,9 °C no dia 14. Choveu no dia 19, com 9 mm.

2024: mínima de 9,8 °C nos dias 15 e 16. Choveu somente no dia 20, sexta-feira. A chuva e as trovoadas começaram à meia-noite e diminuíram por volta das 11h. Foram registrados 27,4 mm, com maior volume durante a madrugada.

O evento foi adiado por causa da chuva para o domingo, dia 22.

2025: mínima de 13,1 °C no dia 17. Choveu nos dias 15 e 20. No dia 20, foram registrados 62 mm.

O evento foi adiado por causa da chuva para o dia 28.

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Os dados mostram um padrão interessante para a Semana Farroupilha (14 a 20 de setembro) em Santiago, especialmente em relação ao frio e à ocorrência de chuva.

🌡️ Temperaturas mínimas

Considerando a menor temperatura registrada em cada ano:

  • Média das mínimas: 7,9 °C
  • Mediana: 7,4 °C
  • Menor mínima: 2,4 °C, em 2013
  • Maior mínima: 13,1 °C, em 2018 e 2025
  • Em 14 dos 17 anos, a mínima ficou abaixo de 10 °C.
  • Em 2 anos, a mínima ficou abaixo de 5 °C: 2013 (2,4 °C) e 2020 (4,0 °C).
  • Portanto, embora setembro já seja um mês de transição para a primavera, o frio ainda aparece com frequência durante a Semana Farroupilha.

Há também uma oscilação bastante grande. A diferença entre a menor mínima do período (2,4 °C) e a maior (13,1 °C) chega a 10,7 °C.

🌧️ Chuva

Dos 17 anos analisados:

  • 16 tiveram pelo menos um dia de chuva durante o período.
  • Apenas 2016 foi totalmente seco.
  • Houve 28 dias de chuva somados nos 17 anos.
  • A média foi de aproximadamente 1,6 dia de chuva por Semana Farroupilha.
  • Os anos com maior frequência de chuva foram 2009, 2012 e 2015, com 3 dias cada.

Mas existe uma diferença importante entre ter chuva e ter chuva significativa. Em 2010 e 2019, por exemplo, houve registro de chuva, mas com volumes inferiores a 5 mm. Já 2024 teve 27,4 mm, e 2025 foi um caso bem mais expressivo, com 62 mm no dia 20.

📊 O que o histórico sugere?

O período não apresenta um padrão de tempo exclusivamente frio ou chuvoso. Pelo contrário, há bastante variabilidade.

Frio:
A climatologia histórica favorece mínimas abaixo de 10 °C. Em aproximadamente 82% dos anos analisados, a Semana Farroupilha teve pelo menos uma mínima abaixo desse valor.

Chuva:
A chuva também é bastante comum: 94% dos anos tiveram algum registro durante o período. Porém, a quantidade e a intensidade variam muito de um ano para outro.

🔎 Alguns anos chamam atenção

2013 foi o ano mais frio:
6,0 °C no dia 17, 2,4 °C no dia 18 e 5,0 °C no dia 19. É o único ano da série com mínima abaixo de 3 °C.

2015:  O desfile de 20 de setembro foi cancelado por causa da doença do mormo. Foram 9 o número de cidades que não tiveram Desfiles Farroupilhas na Região Central, entre elas, Santiago.

2020 também teve frio forte:

mínima de 4,0 °C no dia 20.

2018 e 2025 foram os mais amenos:
ambos tiveram mínima de 13,1 °C.

2024 foi peculiar:
a mínima ficou em 9,8 °C, mas o destaque foi a chuva de 27,4 mm no dia 20, com trovoadas durante a madrugada e manhã. O evento da Semana Farroupilha precisou ser adiado para o dia 22.

2025 também teve um episódio de chuva importante:
foram 62 mm no dia 20, mais que o dobro do volume registrado no mesmo dia de 2024. Precisou ser adiado para o dia 28.  

📌 Conclusão

O histórico de 2009 a 2025 indica que não é seguro considerar a Semana Farroupilha como um período necessariamente seco ou quente em Santiago. O mais característico é justamente a variabilidade.

Há uma boa possibilidade histórica de ocorrer frio, especialmente pela manhã, com mínimas abaixo de 10 °C na maioria dos anos. Ao mesmo tempo, a chuva aparece em praticamente toda a série, embora normalmente em poucos dias e com volumes muito variáveis.

Em resumo: a Semana Farroupilha em Santiago historicamente apresenta manhãs frequentemente frias, possibilidade de chuva e grande variação de um ano para outro. E os dois últimos anos da série, 2024 e 2025, mostram como a chuva pode ser particularmente relevante para os eventos ao ar livre.

terça-feira, 18 de agosto de 2026

Desde o começo desse ano chuva acima de 3 mm em Santiago RS.

 

  • Desde o começo deste ano, choveu em 46 dias mais de 3 mm.
  • Segunda-feira: 10 dias
  • Terça-feira: 8 dias
  • Quarta-feira: 5 dias
  • Quinta-feira: 6 dias
  • Sexta-feira: 7 dias
  • Sábado: 5 dias
  • Domingo: 5 dias

Fases da Lua em que choveu:

  • Lua cheia: 15 dias
  • Lua crescente: 11 dias
  • Lua minguante: 10 dias
  • Lua nova: 10 dias

Precipitação — os meses com menores volumes:

  • Janeiro: 59,2 mm
  • Maio: 109,9 mm

Precipitação — os meses com maiores volumes:

  • Abril: 269 mm
  • Julho: 203,8 mm

Entre janeiro e julho, acumularam-se 1.021,4 mm.

  • Agosto, até o dia 18: 106,8 mm
  • Total até 18 de agosto: 1.128,2 mm

REGISTRO DE TEMPORAIS E EVENTOS METEOROLÓGICOS EM SANTIAGO

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