quarta-feira, 22 de julho de 2026

Os maiores acumulados de chuva em 24 horas já registrados em Santiago


 Os maiores acumulados de chuva em 24 horas já registrados em Santiago

Desde 2010, as estações meteorológicas do INMET e da Prefeitura de Santiago registraram diversos episódios de chuva intensa, com acumulados superiores a 80 mm em apenas 24 horas.
Esses eventos demonstram o potencial para precipitações extremas no município, especialmente durante a atuação de frentes frias, áreas de instabilidade e sistemas de baixa pressão.
Registros de chuva acima de 80 mm em 24 horas e a fase do ENOS
2010
16 de janeiro: 87,8 mm (El Niño moderado)
2012
7 de novembro: 83,7 mm (Neutralidade)
23 de novembro: 96,1 mm (Neutralidade)
2013
5 de janeiro: 94,0 mm (Neutralidade)
2014
23 de julho: 233,6 mm (Neutralidade)
30 de outubro: 88,4 mm (Neutralidade)
4 de novembro: 89,4 mm (Neutralidade)
27 de dezembro: 80,4 mm (Neutralidade)
2015
3 de maio: 84,2 mm (El Niño fraco)
8 de outubro: 148,0 mm (El Niño muito forte)
23 de dezembro: 95,0 mm (El Niño muito forte)
2016
1º de novembro: 110,0 mm (La Niña)
27 de dezembro: 81,4 mm (La Niña)
2017
13 de maio: 94,4 mm (Neutralidade)
12 de agosto: 101,1 mm (La Niña)
2018
24 de março: 117,4 mm (La Niña)
31 de outubro: 82,2 mm (El Niño fraco)
3 de novembro: 95,6 mm (El Niño fraco)
2019
8 de janeiro: 137,0 mm (El Niño fraco)
2020
12 de maio: 150,8 mm (La Niña)
2022
3 de maio: 81,4 mm (La Niña)
2023
20 de maio: 95,0 mm (Neutralidade)
3 de setembro: 87,2 mm (El Niño moderado)
4 de setembro: 94,4 mm (El Niño moderado)
13 de setembro: 89,2 mm (El Niño moderado)
3 de novembro: 82,6 mm (El Niño moderado)
22 de dezembro: 96,8 mm (El Niño moderado)
2024
24 de fevereiro: 83,2 mm (La Niña)
15 de março: 81,2 mm (La Niña)
15 de abril: 89,2 mm (La Niña)
30 de abril: 99,8 mm (Neutralidade)
1º de maio: 158,7 mm (Neutralidade)
2025
9 de maio: 106,7 mm (Neutralidade)
18 de junho: 141,0 mm (Neutralidade)
2026
7 de abril: 112,6 mm (Neutralidade)
Análise
Ao longo desse período, o maior acumulado de chuva em 24 horas ocorreu em 23 de julho de 2014, quando foram registrados 233,6 mm, durante uma fase de Neutralidade do ENOS.
Também se destacam os eventos de 158,7 mm (1º de maio de 2024), 150,8 mm (12 de maio de 2020), 148,0 mm (8 de outubro de 2015), 141,0 mm (18 de junho de 2025) e 137,0 mm (8 de janeiro de 2019), todos entre os episódios mais extremos já observados pelas estações meteorológicas do INMET e da Prefeitura de Santiago.
Os dados também mostram que eventos extremos de chuva ocorreram nas três fases do ENOS (El Niño, La Niña e Neutralidade), evidenciando que, embora o El Niño aumente a probabilidade de precipitações acima da média no Rio Grande do Sul, episódios de chuva excepcional também podem ocorrer durante períodos de La Niña e de Neutralidade, dependendo da atuação de outros sistemas meteorológicos.

terça-feira, 21 de julho de 2026

21 de julho de 1983, inverno no Hemisfério Sul foi registrada a temperatura mais baixa na superfície da Terra.

 Há 43 anos, em 21 de julho de 1983, inverno no Hemisfério Sul foi registrada a temperatura mais baixa na superfície da Terra.

Há 43 anos, em 21 de julho de 1983, durante o inverno do Hemisfério Sul, a estação de pesquisa soviética (hoje russa) Estação Vostok registrou -89,2°C (-128,6°F), a temperatura mais baixa já medida diretamente na superfície da Terra. O valor ficou cerca de 54°C abaixo da temperatura média de inverno da região.
A Estação Vostok da Rússia.
Fonte e Foto: Fundação Nacional de Ciências / Divulgação

A Estação Vostok foi estabelecida pela União Soviética para realizar pesquisas científicas, incluindo a perfuração profunda da camada de gelo antártica em busca de registros climáticos antigos. Posteriormente, cientistas franceses e norte-americanos passaram a colaborar no projeto, que levou à descoberta e ao estudo do Lago Vostok, um enorme lago subglacial oculto sob aproximadamente 4 quilômetros de gelo.
Até hoje, o registro de -89,2°C, obtido em 21 de julho de 1983, permanece como a menor temperatura do ar medida por instrumentos meteorológicos na Terra. Posteriormente, análises por satélite identificaram temperaturas de superfície ainda mais baixas em partes elevadas da Antártida, chegando perto de -98°C, mas esses valores não foram medidos diretamente por estações meteorológicas e, por isso, não substituem o recorde oficial.
A Estação Vostok da Rússia.
Fonte e Foto: Fundação Nacional de Ciências / Divulgação

segunda-feira, 20 de julho de 2026

Origem dos ventos

Conforme dados extraídos da estação meteorológica do aeroporto, tomando como referência as observações das 6 horas da manhã, no ano passado, em Santiago, 56% dos registros de vento tiveram origem no quadrante sul, enquanto 27% vieram do quadrante norte. O quadrante leste foi o menos predominante.

domingo, 19 de julho de 2026

A previsão do tempo pode errar

 A previsão do tempo pode errar porque a atmosfera é extremamente dinâmica e caótica. Mesmo com satélites, radares, estações meteorológicas e alguns dos supercomputadores mais potentes do mundo, não é possível medir perfeitamente o estado da atmosfera em todos os lugares ao mesmo tempo.

Os principais motivos são:

  • Informações incompletas: existem áreas com poucas observações, principalmente sobre oceanos e regiões remotas.

  • Pequenos erros iniciais: uma pequena diferença na temperatura, umidade ou vento pode se ampliar com o passar dos dias, alterando a previsão.

  • Fenômenos de pequena escala: temporais isolados, nevoeiros e pancadas de chuva podem surgir e desaparecer rapidamente, dificultando sua previsão exata.

  • Limitação da resolução dos modelos: cada modelo divide a atmosfera em uma grade. Fenômenos menores do que o tamanho dessa grade nem sempre são representados com precisão.

  • Interação entre diferentes sistemas: frentes frias, áreas de baixa pressão, correntes de jato, relevo e oceanos influenciam o tempo de forma complexa.

Em geral, a previsão é muito confiável para 1 a 3 dias. Entre 4 e 7 dias, a confiabilidade diminui gradualmente. Após 7 a 10 dias, a previsão passa a indicar tendências, e não exatamente o que acontecerá em um local específico.


Por isso, é comum que os modelos meteorológicos sejam atualizados várias vezes ao dia. Cada nova atualização incorpora observações mais recentes, permitindo corrigir a trajetória de frentes frias, áreas de chuva e temporais e, assim, melhorar a precisão da previsão.

Como os modelos meteorológicos são desenvolvidos

Os modelos meteorológicos são desenvolvidos por centros de pesquisa e serviços meteorológicos que utilizam supercomputadores para resolver milhões de equações da física da atmosfera. Esses modelos simulam como o tempo deverá evoluir nas próximas horas, dias e até semanas.


Os principais centros produtores de modelos são:

Centro Europeu de Previsões Meteorológicas de Médio Prazo (Europa) – produz o modelo ECMWF, considerado um dos mais precisos do mundo.
National Centers for Environmental Prediction – desenvolve o modelo GFS.
Met Office – produz o modelo UKMO.
Environment and Climate Change Canada – desenvolve o modelo GEM.
Japan Meteorological Agency – produz o modelo GSM.
Instituto Nacional de Meteorologia (INMET) – utiliza diversos modelos internacionais e também opera modelos regionais em parceria com outras instituições.
Como eles são feitos?

O processo começa com a coleta de uma enorme quantidade de dados da atmosfera, provenientes de:

Satélites meteorológicos;
Radares meteorológicos;
Estações meteorológicas de superfície;
Balões meteorológicos (radiossondas);
Boias oceânicas;
Navios e aeronaves;
Sensores instalados em diferentes partes do mundo.

Esses dados são enviados para supercomputadores, que realizam a chamada assimilação de dados. Nessa etapa, milhões de observações são combinadas para criar a melhor representação possível do estado atual da atmosfera.

Em seguida, o computador aplica as leis da física, como:

conservação da massa;
conservação da energia;
conservação da quantidade de movimento;
termodinâmica;
dinâmica dos fluidos.

Com base nessas equações, o modelo calcula como temperatura, pressão, umidade, vento e chuva deverão evoluir ao longo do tempo.

Por que os modelos mudam a previsão?

A atmosfera é um sistema caótico ainda desconhecida pelos seres humanos.
Pequenas diferenças nas condições iniciais podem produzir grandes mudanças alguns dias depois. Além disso:

novos dados são incorporados a cada atualização;
alguns fenômenos ainda não podem ser representados com total precisão;
modelos têm resoluções diferentes, enxergando detalhes maiores ou menores.

Por isso, é comum que a previsão seja ajustada de uma rodada para outra.

No caso do INMET, as previsões divulgadas diariamente utilizam principalmente os resultados de modelos numéricos de alta qualidade, como o ECMWF e o GFS, além de modelos regionais, sempre interpretados por meteorologistas antes da emissão dos boletins oficiais.

sábado, 18 de julho de 2026

Calor histórico quebra recordes de julho em Porto Alegre e Santiago

 Calor histórico quebra recordes de julho em Porto Alegre e Santiago

A intensa massa de ar quente que atuou sobre o Rio Grande do Sul provocou um calor excepcional para esta época do ano e fez história em diversas cidades.

Em Porto Alegre, a temperatura máxima chegou a 33,8°C nesta sexta-feira (17), estabelecendo um novo recorde absoluto para o mês de julho desde o início da série histórica do Instituto Nacional de Meteorologia (INMET), em 1910. O recorde anterior era de 32,9°C, registrado em 30 de julho de 1941 e repetido em 25 de julho de 1987.

Em Santiago, a situação também foi histórica. A estação meteorológica do INMET registrou 29,7°C, a maior temperatura já observada em um mês de julho desde o início da série local, em 2009. O recorde anterior era de 28,7°C, registrado em 25 de julho de 2017. A nova máxima superou a marca anterior em 1,0°C.

Outras máximas históricas registradas no Estado nesta sexta-feira (17):
Maquiné: 35,3°C
Pelotas (Fazenda Palmas): 34,8°C
Campo Bom: 34,3°C
Sapucaia do Sul: 34,3°C
Rolante: 34,0°C
Cachoeirinha: 34,0°C

Os novos recordes reforçam a intensidade do calor fora de época que atingiu o Rio Grande do Sul, com temperaturas típicas da primavera e até do verão em pleno inverno.

Agora, o cenário muda. A chegada de áreas de instabilidade volta a favorecer a ocorrência de chuva em grande parte do Estado. A previsão indica tempo instável até terça-feira (21) em algumas regiões e até quarta-feira (22) em outras, com possibilidade de temporais localizados.

**Fonte: G1/Inmet/Simagro

As temperaturas do dia 17 de julho em Santiago desde 2019

 As temperaturas do dia 17 de julho em Santiago desde 2019

  • 17/07/2019: mínima de 6,8°C; máxima de 21,2°C;
  • 17/07/2020: mínima de 19,0°C; máxima de 24,4°C;
  • 17/07/2021: mínima de 7,1°C; máxima de 16,8°C;
  • 17/07/2022: mínima de 6,8°C; máxima de 11,0°C;
  • 17/07/2023: mínima de 4,0°C; máxima de 12,1°C;
  • 17/07/2024: mínima de 9,4°C; máxima de 18,0°C;
  • 17/07/2025: mínima de 6,4°C; máxima de 8,1°C;
  • 17/07/2026: mínima de 20,1°C; máxima de 29,7°C.

O dia 17 de julho de 2026 entrou para a história meteorológica de Santiago. A temperatura mínima de 20,1°C foi a mais alta registrada para um amanhecer desde 8 de maio, encerrando um intervalo de 70 dias sem uma mínima tão elevada.

Durante a tarde, os termômetros atingiram 29,7°C, estabelecendo um novo recorde de temperatura máxima para um mês de julho na série histórica das estações meteorológicas. Foi um contraste impressionante em relação aos anos anteriores, quando as máximas do mesmo dia variaram entre 8,1°C (2025) e 24,4°C (2020).

A amplitude desse aquecimento reforça o caráter excepcional da massa de ar quente que atuou sobre o Rio Grande do Sul, proporcionando um dos dias de julho mais quentes já observados em Santiago.


Fonte: DefesaCivilSantiago/Inmet

sábado, 11 de julho de 2026

As quinzenas mais e menos chuvosas em Santiago RS :

As quinzenas mais chuvosas:

  • Setembro de 2009: 150,0 mm
  • Novembro de 2009: 288,8 mm
  • Janeiro de 2010: 215,8 mm
  • Setembro de 2010: 165,0 mm
  • Janeiro de 2013: 173,2 mm
  • Outubro de 2014: 195,0 mm
  • Janeiro de 2015: 157,2 mm
  • Outubro de 2015: 342,0 mm
  • Novembro de 2015: 222,8 mm
  • Novembro de 2016: 176,6 mm
  • Março de 2017: 162,2 mm
  • Agosto de 2017: 167,0 mm
  • Janeiro de 2019: 257,0 mm
  • Outubro de 2019: 162,0 mm
  • Maio de 2020: 196,2 mm
  • Maio de 2023: 287,8 mm
  • Setembro de 2023: 395,4 mm
  • Novembro de 2023: 181,4 mm
  • Abril de 2024: 255,0 mm
  • Maio de 2024: 274,1 mm
  • Maio de 2025: 187,5 mm
  • Abril de 2026: 204,9 mm

 

As quinzenas menos chuvosas:

  • Março de 2010: 1,2 mm
  • Abril de 2010: 1,0 mm
  • Maio de 2010: 1,4 mm
  • Setembro de 2011: 3,0 mm
  • Dezembro de 2011: 4,0 mm
  • Novembro de 2012: 1,2 mm
  • Junho de 2013: 0,4 mm
  • Junho de 2016: 0,4 mm
  • Julho de 2017: 1,2 mm
  • Fevereiro de 2018: 4,8 mm
  • Julho de 2018: 1,2 mm
  • Agosto de 2018: 1,0 mm
  • Julho de 2019: 4,8 mm
  • Março de 2020: 0,0 mm
  • Outubro de 2020: 3,0 mm
  • Novembro de 2020: 0,0 mm
  • Março de 2021: 4,6 mm
  • Agosto de 2021: 3,8 mm
  • Fevereiro de 2022: 5,0 mm
  • Julho de 2026: 2,4 mm
Fonte: Inmet/DefesaCivil RS 

 


segunda-feira, 6 de julho de 2026

Os primeiros semestres com menor volume de chuva em Santiago


Os primeiros semestres com menor volume de chuva em Santiago nos últimos 18 anos foram:

2012: 447,3 mm;
2009: 684,9 mm;
2016: 700,0 mm;
2011: 710,4 mm;
2023: 756,9 mm;
2010: 785,0 mm;
2026: 786,5 mm;
2013: 790,5 mm.

O primeiro semestre mais chuvoso:
2024:1.594, 8 mm. Mais que o dobro da chuva registrada na maioria dos anos mais secos.

Os dados mostram que não existe uma relação direta entre a fase do ENOS e o volume de chuva no primeiro semestre em Santiago. Entre os anos mais secos da série há períodos sob influência de El Niño, La Niña e também de neutralidade.

Em 2024, por exemplo, o primeiro semestre ocorreu com El Niño moderado a fraco entre janeiro e março, neutralidade em abril e maio e início da transição para La Niña em junho. Mesmo assim, foi disparado o semestre mais chuvoso da série, evidenciando que outros sistemas atmosféricos — como a frequência e a persistência de frentes frias, corredores de umidade e áreas de baixa pressão — também exercem papel decisivo na distribuição e no volume das chuvas.

Nesta análise, fica evidente que, seja em anos de La Niña, de neutralidade ou de El Niño, nenhuma dessas fases do ENOS impede a ocorrência de períodos muito chuvosos. Elas apenas alteram as probabilidades climáticas, aumentando ou reduzindo a chance de determinados padrões de chuva, mas não determinam o que acontecerá em uma cidade ou mesmo ao longo de um semestre específico.

Os volumes de precipitação dependem também da atuação de outros sistemas meteorológicos, como frentes frias, áreas de baixa pressão, corredores de umidade e da persistência desses sistemas sobre uma região.

Fonte: Inmet/DefesaCivilSantiago/NOAA/

segunda-feira, 29 de junho de 2026

Os temporais e seus resultados em Santiago RS





Na imagem dias 30/09 para 01/10/2011 Rajadas de 112 km/h e mais de 100 casas atingidas destruiu antenas de TV e Internet: Foto Márcio Brasil    

 Estas informações  históricas mostram claramente que os meses de setembro, outubro e dezembro concentram os eventos mais severos em Santiago. 

Fontes: Fonte: npexpresso/ Rafael Nemitz / Defesa Civil/ Inmet. Uma breve análise climatológica de Santiago RS.

Conclusões do histórico

  • Outubro é o mês com maior frequência de granizo e vendavais severos.
  • Setembro e dezembro apresentam os ventos mais intensos.
  • O maior vento registrado no levantamento foi de 153 km/h em 28 de dezembro de 2013.
  • Os anos de 2015, 2017, 2022, 2023 e 2025 aparecem com vários episódios significativos.
  • O El Niño de 2015 coincidiu com o outubro mais chuvoso da série, com 422,6 mm.
  • Os eventos mais destrutivos por granizo ocorreram em 7 e 21 de outubro de 2015 e em 4 de outubro de 2023.
  • Os maiores impactos por vento ocorreram em 1º de outubro de 2011, 19 de outubro de 2017, 25 de setembro de 2023 e 12 de outubro de 2025.

Eventos de maior destaque

DataFenômenoDestaque
30/09–01/10/2011VendavalRajadas de 112 km/h e mais de 100 casas atingidas
07/10/2015Granizo383 residências atingidas e 40 mil metros de lona
21/10/2015GranizoMais de 100 famílias procuraram ajuda
19/10/2017VendavalRajadas de 104 km/h e 112 casas destelhadas
25/09/2023CicloneVento de 79 km/h, granizo e destelhamentos
04/10/2023Granizo severoCerca de 150 casas danificadas
12/10/2025VendavalRajadas de 99 km/h, queda de árvores e postes
06/04/2026GranizoSem danos, mantendo a marca de 56 tempestades

Distribuição dos temporais ao longo do ano

  • Janeiro: granizo e tempestades localizadas.
  • Fevereiro: episódios de chuva extrema e alagamentos.
  • Março: vendavais moderados a fortes.
  • Abril e maio: temporais associados a frentes frias.
  • Julho e agosto: granizo e ventos ocasionais.
  • Setembro: início da temporada severa.
  • Outubro: mês mais crítico.
  • Novembro: temporais menos frequentes.
  • Dezembro: vendavais intensos e tempestades de verão.

Conclusão

O histórico mostra que Santiago possui uma elevada incidência de fenômenos meteorológicos severos, principalmente entre setembro e dezembro. O mês de outubro se destaca como o mais perigoso, tanto pelo número de episódios quanto pelos danos registrados. Os eventos de 2011, 2015, 2017, 2023 e 2025 figuram entre os mais significativos das últimas décadas.

Esse levantamento também evidencia que nem sempre a quantidade de chuva determina a gravidade do temporal. Em vários casos, acumulados relativamente baixos foram acompanhados de ventos destrutivos ou granizo de grande intensidade.

Fonte: npexpresso/ Rafael Nemitz / Defesa Civil/ Inmet. Uma breve análise climatológica de Santiago RS.

Os maiores acumulados de chuva em 24 horas já registrados em Santiago

  Os maiores acumulados de chuva em 24 horas já registrados em Santiago Desde 2010, as estações meteorológicas do INMET e da Prefeitura de S...