Mulher chorando compulsivamente numa primeira seção, antes de dizer qualquer coisa, com o rosto em meios as mãos e o corpo contorcido em dor houve o psicoterapeuta:
O que esta passando aí dentro?
responde em meio ao sofrimento:
Eu matei meu filho, Eu sou culpada pela morte dele! Nunca deveria ter emprestado o carro para ele, eu sabia que iria a uma festa deveria ter dado limites a ele quando criança, e ter sabido que não podia andar com aqueles seus amigos .
O psicoterapeuta espera ela pensar um pouco no que esta provocando a dor nela e diz:
Se você descobrisse que fez o que podia, que ele sofreu pouco, que foi uma boa mãe e não tem pessoa alguma no mundo que possa salvar outra pessoa de todas as tragédias possíveis, o que aconteceria?
Ela, após um suspiro profundo de reflexão em meio às lagrimas sobre o que acabara de ouvir, responde:
Eu sentiria a dor da falta, mas não da culpa.
Aprender a entender o que é pensado, e que gera os sentimentos, e alterar esses raciocínios, eis a melhor forma de aprender a governar as emoções.
Uma das maiores fontes de dor da mãe é a própria moral, a qual dá origem a culpa, mudando, muda o sentimento.
Do livro: O império dos Sentimentos e a Ditadura do Prazer.
Por Bayard Galvão
