quinta-feira, 23 de maio de 2013

O melhor amigo do Homem


O melhor discurso

George Graham Vest em Saline Couty, foi membro do congresso confederativo durante a guerra civil. De 1879 a 1903. Serviu como senador no Missouri. É lembrado no entanto graças a um discurso que fez quando era jovem advogado. Ele representava um sujeito que processava o vizinho por ter assassinado o seu cão. Vest ignorou as acusações do cliente e o testemunho do acusado. E ganhou a causa com um discurso sobre o tema da fidelidade.  

Como um cão preparamo-nos para lamber a mão do orador.


Senhores do júri, o melhor amigo que um homem tem no mundo, pode se voltar contra ele e se tornar seu inimigo. Seu filho sua filha  que ele criou com amor  podem se mostrar ingratos. Aqueles que estão mais próximos e são nossos entes queridos, aqueles nos quais confiamos nossa felicidade e nosso bom nome podem trair nossa fé. O dinheiro que tem, um homem pode perder. Voa pra longe, provavelmente quando mais precisa dele. A reputação de um homem pode ser sacrificada no momento de um ato impensado. As pessoas que estão prontas a cair de joelhos para nos prestar honras podem ser as primeiras atirar pedras da injúria quando o erro coloca sua nuvem sobre nossos cabeças.

O único amigo absolutamente altruísta que o homem pode ter neste mundo egoísta, o único que nunca lhe abandona, o único que nunca se prova ingrato ou falso é seu cão

O cão de um homem permanece a seu lado na prosperidade e na pobreza na saúde e na doença . Ele dormirá no chão frio onde os ventos gelados do inverno sopram e a neve cai intensamente, só pra poder estar perto, ao lado do dono. Ele beijará a mão que não tem comida alguma para lhe oferecer. Lamberá as feridas e machucados que surgem em um encontro com a rispidez do mundo. 

Guardará o sono de seu pobre dono como se ele fosse um príncipe. Quando todos os outro amigos o abandonam, ele permanece. Quando a riqueza vai embora e a reputação se estraçalha,  ele é tão constante em seu amor quanto o sol em sua jornada pelo céu .  Se o destino conduz o dono á marginalidade no mundo, sem amigos e sem lar, o fiel cão não pede mais privilégios do que o de acompanhá-lo,, guardá-lo contra o perigo, lutar contra seus inimigos .

E, quando chega a última de todas as cenas , e o fim leva seu dono em seu abraço, e todo seu corpo esta deitado no chão frio, não interessa se os outros amigos seguem o seu caminho .Ali, ao lado do tumulo, o nobre cão será encontrado com a cabeça entre as patas , os olhos tristes mas abertos em completo alerta,  fiel e verdadeiro até mesmo, na morte”

Meu agradecimento a minha querida MARIA AUGUSTA que me presenteou com este texto, para que eu postasse no blog. Esta matéria esta em uma Zero Hora do ano de 1999 dia 27 de dezembro.