domingo, 29 de março de 2015

Doce ignorância, Amargo porvir.


Para uns a seta aponta para um lado, para outros o contrário. Nossas vidas sempre serão uma incógnita. Hoje aqui, amanhã ali ou acolá. Antes até perece que as coisas eram mais lentas, o mundo era mais devagar hoje, acelerado esta. Um emprego, uma missão, projetos ou relacionamentos. Hoje Sim, amanhã Não. E como saber onde apostar? Diante de tantas variáveis até que ponto vale a pena estagnar? E a pergunta que Não quer calar: Por que estagnar...Comodidades, afinidades? Outro dia uma amiga lamentava ter ficado tanto tempo num emprego, onde ela me perguntou: Como pode ficar tanto tempo naquele emprego...Creio que a resposta que ela esperava de mim, ela própria já sabia. Questionou ainda como pode se deixar levar tanto tempo, pela ganância de sua chefa que só queria, só pensava em produção e ganhos financeiros, tolhendo de certa forma oportunidades  para o restante da equipe. Essa amiga não se encontra mais nessa empresa, demorou para ver o que estava em sua frente. Não a julgamos pois todos em partes somos  assim. Todos em alguma fase de nossas vidas nos cegamos. Quantas vezes buscamos interesse alheios, nos deixando de lado? Até que ponto facilitar a vida dos outros é saudável? Será que isso não fragiliza e incapacita fazendo com que ela não aprenda a andar com as próprias pernas ? Uma pessoa  que ganha algo sem méritos, saberá valorizar? Saberá lidar com os desafios da vida? Dar prazer, sempre será bem vindo à qualquer pessoa, mas cuidado com os excessos. Os benefícios de hoje poderão ser as dores de amanhã. Doce ignorância, Amargo porvir