sábado, 29 de janeiro de 2011

Observador

Sem forma, não julga, sendo assim, não condena, não sente pena nem dor, apenas, observa. Entende e sabe de tudo, não ama como amamos, somos carne, amamos como humanos, ele não é humano, não odeia apenas observa. Nunca mandou matar ou queimar em seu nome, nunca disse que as verdades humanas são eternas, nunca disse que brancos, são melhores que negros, que guerreássemos pela terra, pelo ódio ou  cor da pele, ele apenas, observa. Para  ele, não existem pobres ou ricos, chefes e empregados, apenas observa. Não nos muda, nós pela consciência é que mudamos. 

Perante ele, somos ínfimos que mentem para sí, mentir é uma forma de se enganar, aliviando o desconhecimento do porvir. Pobre de nós, nada sabemos a seu respeito, somos dependentes de sua sabedoria  e mesmo assim, a arrogância  perdura, enquanto isso, ele apenas observa. Queremos ser donos de tudo, da terra,  da vida, dos desejos alheios, e ele, apenas observa. Estamos dando fim ao planeta, ao saboroso sopro da vida,  as variedades de espécies, ao amor  verdadeiro e eterno, enquanto isso, ele  somente observa. Diante disso, seremos capazes de surpreendê-lo? Teremos nós capacidade de mudar o mundo, dar valor a vida, frear desejos insanos, acabar com a pobreza, vícios, misérias, dar valor ao amor verdadeiro, sem vaidades ou egoísmos ? Até que ponto, poderemos frear o mal que nós mesmos, nos atribuímos? Lhes digo, um minuto de reflexão  pode mudar tudo...é isso que o observador espera de nós, só isso, nada mais, mudança de atitude é mudança de vida, ou não?