Oficiais da Brigada Militar se reuniram na noite desta quarta-feira no Salão Nobre da Faculdade de Direito da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (Ufrgs) para debater a situação salarial da categoria. A categoria solicita equiparação salarial de capitão da Brigada Militar com delegado da Polícia Civil.
Conforme o presidente da Associação dos Oficiais da Brigada Militar (ASOFBM), tenente-coronel Riccardi Guimarães, a categoria está se preparando para realizar protestos caso recebam uma proposta de “corar” feita pelo governador Tarso Genro.
Nesta quinta-feira, um grupo de policiais realizou um protesto em frente ao Palácio Piratini, sede do governo do Estado, em Porto Alegre. Carregando faixas e fazendo um “apitaço”, os manifestantes reivindicavam melhores salários e reclamavam das propostas de reajuste oferecidas pelo Executivo.
Após a realização de assembleias no interior do Estado, a maioria dos integrantes da Associação dos Sargentos, Subtenentes e Tenentes da Brigada Militar (Asstbm) rejeitou a proposta de reajuste diferenciado oferecida pelo governo. Na manhã desta quarta, a associação confirmou a decisão das regionais. Os PMs reivindicam um reajuste linear para a categoria e esperam uma nova reunião com os representantes do Executivo estadual.
O presidente da Asstbm, Aparício Santelano, já indicava pela manhã que não ia aceitar propostas diferenciadas. “Não vamos aceitar um centavo se não for igual para todo mundo. Não vamos compactuar com desvio de conduta do servidor, mas não podemos conter isso se não houver reajuste digno para policiais de nível médio”, disse.
Correio do Povo