quarta-feira, 26 de setembro de 2012

VISÃO ESPÍRITA SOBRE A GUERRA

ESTUDO ESPECIAL: A GUERRA
A GUERRA NA VISÃO ESPÍRITA
INSTITUTO ANDRÉ LUIZ
DIVULGAÇÃO ESPÍRITA VIRTUAL
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O LIVRO DOS ESPÍRITOS, ALLAN KARDEC,
LIVRO III, CAP. VI
GUERRAS
Per. 742 - Qual é a causa que leva o homem à guerra?- Predominância da natureza animal sobre a natureza espiritual e satisfação das paixões. No estado de barbárie, não conhecem senão o direito do mais forte; por isso, a guerra é para eles um estado normal. À medida que o homem progride, ela se torna menos frequente, porque lhe evita as causas e, quando é necessária, sabe aliá-la à humanidade.
Per. 743 - A guerra desaparecerá um dia da face da Terra?- Sim, quando os homens compreenderem a justiça e praticarem a lei de Deus; então todos os povos serão irmãos.
Per. 744 - Qual foi o objetivo da Providência, tornando a guerra necessária?- A liberdade e o progresso.
- Se a guerra deve ter por resultado alcançar a liberdade, como ocorre que ela, freqüentemente, tenha por objetivo e por resultado a subjugação?- Subjugação momentânea para abater os povos, a fim de os fazer chegar mais depressa.
Per. 745 - Que pensar daquele que suscita a guerra em seu proveito?- Este é o verdadeiro culpado e precisará de muitas existências para expiar todos os homicídios dos quais foi a causa, porque responderá pelo homem, cada um deles, ao qual causou a morte para satisfazer sua ambição.
OS ESPÍRITOS DURANTE OS COMBATES
Conflito em Gaza - 2008/2009
O LIVRO DOS ESPÍRITOS, ALLAN KARDEC,
LIVRO II, CAP. IX
Per. 541 - Em uma batalha há Espíritos que assistem a sustentam cada partido?
- Sim, e que estimulam a sua coragem.
Os Antigos, outrora, representavam os deuses tomando partido por tal ou tal povo. Esses deuses não eram outros senão Espíritos representados sob figuras alegóricas.
Per. 542 -Em uma guerra, a justiça entá sempre de um lado; como os Espíritos tomam partido pela injustiça?
- Sabeis bem que há Espíritos que não procuram senão a discórdia e a destruição. Para eles a guerra é a guerra: a justiça da causa pouco os impressiona.
Per. 543 - Certos Espíritos podem influenciar o general na concepção de seus planos de campanha?
- Sem nenhuma dúvida, os Espíritos podem influenciar por esse motivo, como por todas as concepções.
Per. 544 - Os maus Espíritos poderiam suscitar-lhe maus planos, tendo em vista perdê-lo?
- Sim, mas não tem ele seu livre arbítrio? Se seu julgamento não lhe permite distinguir uma idéia justa de uma idéia falsa, suporta as conseqüências, e faria melhor obedecer do que comandar.
Per. 545 - O general pode, algumas vezes, ser guiado por uma espécie de segunda vista, uma vista intuitiva, que lhe mostre antecipadamente o resultado de seus planos?
- Frequentemente é assim no homem de gênio, é o que se chama inspiração, e faz com que ele aja com uma espécie de certeza. Essa inspiração lhe vem dos Espíritos que o dirigem e sabem aproveitar as faculdades de que é dotado.
Per. 546 - No tumulto do combate, o que ocorre com os Espíritos que sucumbem? Ainda se interessam pela luta, depois da morte?
- Alguns se interessam, outros se afastam.
Nos combates acontece aquilo que ocorre em todos os casos de morte violenta: no primeiro momento o Espírito está surpreso e como perturbado, e não crê estar morto, parecendo-lhe, ainda, tomar parte na ação. Não é senão pouco a pouco que a realidade lhe aparece.
Per. 547 - Os Espíritos que se combatiam, estando vivos, uma vez mortos se reconhecem por inimigos e são ainda obstinados uns contra os outros?
- O Espíritos, nesses momentos, não está jamais de sangue-frio. No primeiro momento, ele pode ainda querer seu inimigo e mesmo persegui-lo, mas quando as idéias lhe retornam, vê que sua animosidade não tem mais objetivo. Entretanto, pode ainda conservar-lhe as impressões, mais ou menos segundo o seu caráter.
- Percebe ainda o ruído das armas?
- Sim, perfeitamente.
Per. 548 - O Espírito que assiste de sangue-frio a um combate como espectador, testemunha a separação da alma e do corpo, e como esse fenômeno se apresenta a ele?
- Há poucas mortes instantâneas. Na maioria das vezes, o Espírito cujo corpo vem a ser mortalmente ferido, não tem consciência sobre o momento. Quando ele começa a se reconhecer, é então que se pode distinguir o Espírito que se move ao lado do cadáver. Isso parece tão natural que a visão do corpo morto não produz nele nenhum efeito desagradável. Toda a vida estando transportada no Espírito, só ele atrai atenção e é com ele que se conversa ou a ele que se dirige.