sexta-feira, 19 de outubro de 2012

Alcoolismo, e reencarnação



O alcoolismo é uma doença muito complexa, com várias causas identificáveis, sendo que colocaremos a contribuição Espírita sobre o assunto.
O Espírito Joana de Ângelis, no livro “Após a Tempestade”, descreve a problemática do alcoolismo ressaltando as questões sócio-culturais que acompanham o ser nas suas diversas reencarnações. Manoel P. de Miranda, no livro Tormentos da Obsessão, apresenta-nos um caso que ele conheceu quando ainda era encarnado (e acompanhou após o desencarne), em que a obsessão foi o fator mais importante.
Trancrevemos abaixo alguns trechos muito elucidativos do livro “Trilhas da Libertação”, de Manoel P. de Miranda / Divaldo P. Franco:
“O alcoolismo decorre de muitos fatores, entre os quais a personalidade e a tolerância do organismo do paciente, variando com a idade, o sexo, hereditariedade, hábitos e costumes, constituição e disposição orgânica.
“Pode ser resultado de causas ocasionais, secundárias, psicopáticas e conflituosidade neurótica.
“Experiências ocasionais, uso após problemas de natureza orgânica e mental, compulsão pela hereditariedade e condicionamento após o hábito, resultando na conflituosidade neurótica.
“O alcoolismo (alcoolofilia) é, portanto, uma enfermidade que exige cuidadoso tratamento psiquiátrico. No entanto, porque ao desencarnar o alcoólatra não morre, permanecendo vitimado pelos vícios, quase sempre busca sintonia com personalidades frágeis ou temperamentos rudes, violentos, na Terra, deles se utilizando em processo obsessivo para dar prosseguimento ao infame consumo do álcool, agora aspirando-lhe os vapores e beneficiando-se da ingestão realizada pelo seu parceiro-vítima, que mais rapidamente se exaure. Torna-se uma obsessão muito difícil de ser atendida convenientemente, considerando-se a perfeita identificação de interesses e prazeres entre o hóspede e o seu anfitrião.”
Dessa forma, fatores reencarnatórios (vícios e tendências do passado) predispõem a pessoa ao alcoolismo, ao passo que a obsessão é um alimentador do processo já instalado. Sempre, no entanto, é o próprio indivíduo, através da sua vontade forte, que se decide pelo comportamento salutar ou degradante.