sexta-feira, 7 de novembro de 2014

DIÁLOGO ENTRE DIVALDO E BEZERRA DE MENEZES


Na época da Revolução, quando constatei que o Brasil naquele momento era o quinto maior exportador de armas defensivas – que são armas assassinas da mesma forma – fiquei muito chocado. Então perguntei ao Dr. Bezerra de Menezes, espírito, como explicar a missão histórica do Brasil, se nós exportamos armas. E o carma que iríamos gerar? Ele respondeu com outra pergunta: “ Você votou nas autoridades que hoje administram o País?” Eu disse: “Não senhor”. “Então o carma não é do Brasil, é dos indivíduos que tomaram o poder e levaram o país à indústria da morte. Não se preocupe. Quando você votar e o País tomar o rumo, então você é o responsável, porque o rumo que o país seguir será o resultado do homem que você escolheu. Se você escolheu porque tinha interesses pessoais e não os interesses da comunidade, você responderá pelo carma histórico e coletivo que virá.(...)”

(Revista Presença Espírita; Salvador – Maio 1989 no. 152
(Entrevista com Divaldo Franco)

Este diálogo ocorrido em 1989, ano das primeiras eleições livres no Brasil, após 21 anos de ditadura militar revela a responsabilidade social e espiritual de cada cidadão com as eleições, principalmente a nós, espíritas, em virtude do nível de conhecimentos acerca da vida. O espírito missionário BEZERRA DE MENEZES é modelo de referência como liderança do Movimento Espírita no Brasil. Mas, raras vezes é lembrado pelo seu lado político. Exerceu em sua última encarnação os mandatos de vereador e deputado por muitos anos com a mais absoluta retidão de caráter, conduta que deveria ser a regra geral entre as pessoas públicas, mas infelizmente nesse nosso imenso e rico Brasil, ainda é exceção. Bezerra definiu a Política como sendo “a ciência de criar o bem de todos”.

Fonte: http://www.redeamigoespirita.com.br/