quarta-feira, 24 de dezembro de 2014

Do Livro: No Final da Última Hora

Livro: No Final da Última Hora

Autor: Espírito Lucius com psicografia de André Luiz Ruiz
Neste livro, encontramos informações valiosíssimas sobre vários assuntos pertinentes a este momento de transição que atravessamos. Entre tantos assuntos relevantes, selecionei este abaixo, como um alerta para o rumo que a sociedade está tomando.
"A rua estava repleta de transeuntes apressados, todos preocupados com suas lutas terrenas, ganhos, perdas e disputas. Por toda parte, observavam-se massas compactas de entidades que se misturavam aos encarnados. Se os homens pudessem observar a natureza de tais companhias, certamente enlouqueceriam, aterrorizados pela visão grotesca da monstruosidade invisível que lhes fazia a corte, acopladas a sentimentos e pensamentos desconcertantes e inferiores.
A atmosfera vibratória reinante indicava o desajuste da maioria, observando-se que todos pareciam estar caminhando envoltos por vasto oceano de matéria densa, escura e repulsiva, plasmada pelas mentes em desequilíbrio...
Homens e mulheres eram vistos em templos católicos fazendo promessas para, logo depois, ingressar em igrejas evangélicas ou templos espíritas para pedir as mesmas coisas. Boa parte deles solicitava de Deus favores que significariam a desgraça de outros, o atendimento de pedidos que visavam a prejudicar pessoas ou comunidades...
E se a rua demonstrava esse intercâmbio assustador entre vivos e mortos, a atmosfera dos shoppings centers assustava ainda mais.
Isso porque, se nas vias públicas se misturavam pessoas de todos os padrões sociais, boa parte das quais privadas de entendimento, de formação moral mais requintada ou mesmo de simples cultura escolar, os locais destinados ao caro comércio das tentações reuniam público bem mais apurado, favorecido pelos bens materiais e, de se supor, mais fino. Porém, os espíritos que passeavam ao lado dos vivos do corpo eram mais grotescos que os das ruas.
De um lado, as belas vitrines com os arranjos sedutores, bens e ofertas provocadoras. Do outro, seres humanos invigilantes e distraídos, desatrelados de pensamento nobre, emitindo formas-pensamento grotescas, acoplados à companhia inferior e mais perigosa do que aquelas que eram vistas nas vias públicas. Lá fora, violência e agressividade uniam as duas humanidades. Aqui dentro, astúcia, malícia, cobiça e maldade refinada eram a marca das almas perturbadoras que se uniam aos sócios de carne, em laços que eram ainda mais profundos e intensos...
Ao se avaliar as condições pessoais dos frequentadores de tais ambientes, o que se podia perceber, sem muito esforço e com poucas exceções, era que a ambição, a inveja, a dependência da matéria, a crueldade, o egoísmo e toda corte de vícios e defeitos morais eram mais graves e patentes do que naqueles que perambulavam nos caminhos públicos... na maioria, o tumulto mental era a marca preponderante, transformando aquele ambiente de belezas materiais num pântano pestilento, no quais serpentes invisíveis deslizavam acompanhando homens e mulheres bem vestidos, compartilhando da cobiça e da astúcia, do egoísmo e do orgulho... Neles, a peçonha era um traço em comum que se enraizavam na mente cobiçosa...
Compondo o mosaico da coletividade, somente reduzido número de criaturas praticavam a profilaxia da alma nos moldes recomendados pelo Cristo...
Para essa minoria, a atmosfera do mundo materialista era hostil porquanto, já não mais participando de seus objetivos nem vibrando segundo as pressões da maioria, tais pessoas viviam rodeadas por loucuras e futilidades que se tornavam agressivas e injustas.
Em verdade, esse era o verdadeiro teste.
Somente com o embate entre os conceitos nobres e os preconceitos do mundo é que uma pessoa poderá dar mostras de que conseguiu reformar-se..."
Texto extraido