Este é o açude da antiga Rede Ferroviária, em Santiago. Foi ali que eu e muitos filhos de ferroviários pescávamos e nadávamos quando éramos crianças. Era um lugar de convivência, de brincadeiras e de boas lembranças.
Meu finado pai, que era guarda da ferrovia, também cuidava daquele local.
Hoje, infelizmente, o açude, que virou praticamente um monte de lixo e abriga uma das maiores nascentes de água da cidade, está abandonado.
Dizem que o local pertence à ALL, ao Governo Federal ou até ao Estado. Pode até pertencer a qualquer um deles, mas uma coisa eu tenho certeza: não é nosso para ser abandonado dessa maneira. É patrimônio da história de Santiago e faz parte da memória de muitas famílias.
É inaceitável deixar aquele lugar entregue às traças.