sábado, 17 de novembro de 2012

Sobre as Faixas de Segurança



Ser da Brigada Militar  por si só, já é saber de cor e salteados as leis de trânsito, ou seja é obrigação. Muito se tem falado sobre como proceder nas travessia nas Faixas de Segurança. O Código de Trânsito é cristalino quando diz:  Art 214. 

Deixar de dar preferência de passagem a pedestre e a veículo não motorizado:
        I - que se encontre na faixa a ele destinada; (o simples botar o pé na faixa, já proporciona ao pedestre sua intenção)
        II - que não haja concluído a travessia mesmo que ocorra sinal verde para o veículo;( O pedestre iniciou a passada)
        III - portadores de deficiência física, crianças, idosos e gestantes: Este sem comentários.
Em seu artigo 28 o mesmo CTB fala: CAPÍTULO III
DAS NORMAS GERAIS DE CIRCULAÇÃO E CONDUTA
      Art. 28. O condutor deverá, a todo momento, ter domínio de seu veículo, dirigindo-o com atenção e cuidados indispensáveis à segurança do trânsito.  
Sendo assim, sempre haverá a predominância- precedência do pedestre sobre os veículos. 
É frequente minha vinda do trabalho para casa a pé, são 17 quadras que faço todos os dias, cerca de oito delas tem Faixa de Segurança, me proporcionando uma certa segurança no andar, claro de 17 quadras que faço todos os dias, 8 tem faixas, ou seja apanas 52%, gostaria que estes números fossem de no mínimo 80%. 
Como pedestre e sabendo que a BM e Guarda Municipal já atenderam em Santiago cerca de 680 acidentes desde o começo do ano, além de utilizar as faixas, ainda faço sinal com a mão dando a entender para o motorista que desejo atravessar pedindo preferência. Claro se tivéssemos consciência educativa isso não precisaria ser feito, haveria o respeito mútuo. 
Não sei como foi o acidente na Bento Gonçalves, mas se a menina estava mesmo sobre a faixa, por certo, e baseado nas leis do CTB o motorista estava errado, sem julgamentos e até por ser pessoa idônea vai enfrentar a justiça dos homens e de sua consciência, foi um acidente, e no final de tudo talvez os pais da menina não sentem que realmente a justiça foi feita. 
Sei como é isso. No meu caso foi bem diferente, um marginal que já tinha antecedentes por outros acidentes e mais de 20 pontos na carteira atropelou meu filho, que estava andando na calçada, o infeliz empinou a moto e perdeu o controle. O que aconteceu com ele?? Apenas pagou uma cesta básica, sequer foi pedido pelo Ministério Público a cassação de sua Carteira de Motorista. Vivemos em certos aspectos um país do faz de conta...eu faço de conta que pago minha pena, e tu faz de conta que me pune. Enquanto isso deputados omissos trabalham três dias por semana, me digam uma coisa, de que forma acreditar nesta classe?