segunda-feira, 25 de abril de 2011

Queixa e reencarnação

O homem somente possui motivos para agradecer e louvar, jamais para queixar-se.

Se lhe falta a saúde, mediante o conhecimento da reencarnação sabe que expunge delitos cometidos em existência anterior contra o equilíbrio orgânico ou psíquico, de cuja falta ora se ressente.

Se experimenta a dificuldade financeira, pelo mesmo descobre que a escassez atual é decorrência do desperdício a que antes se entregou, levianamente.

Se recolhe calhaus e espinhos pela senda por onde peregrina, constata que a semeadura é sempre responsável pela colheita.

Se carpe amargura e abandono, detecta que tem aquilo que negou a outros corações quando lhe buscaram socorro e companhia.

Se vive sob os camartelos da aflição íntima, sem bálsamo que lhe minimize a agonia dilaceradora, percebe que repara exigências descabidas que lesaram vidas e as exauriram sob injunções perversas.

Para cada situação amarga defronta análoga dívida pretérita responsável pela situação hoje existente.

No entanto, são incontáveis os dons e os valores de que desfruta.

A reencarnação é a resposta para todas as ocorrências da vida humana.

Crescendo através de etapas, o Espírito é o responsável por todas as manifestações de felicidade ou de desdita que o surpreendem no processo evolutivo.

Queixar-se, portanto, é atitude negativa, anestesiante, mecanismo de evasão da responsabilidade.

Cabe a cada um corrigir o erro pela realização operante no bem.

A função básica do conhecimento é a libertação da ignorância com a consequente responsabilidade moral.

Quem sabe, melhor avança, mais seguro se movimenta.

O conhecimento Espírita, por sua vez, possui a superior característica de mudar para melhor a estrutura moral e emocional da criatura, a fim de que esta logre vencer os testes da evolução, a que todos são submetidos, no processo natural de crescimento interior e aquisição de paz.

JOANNA DE ÂNGELIS (espírito) / psicografia de Divaldo Franco. Livro: Vigilância.