quinta-feira, 4 de outubro de 2012

Mais de 65 mil Tweetes Homofóbicos são postados em média por dia

por LUISA CLASEN | 4 outubro 2012
Acesse: http://youpix.com.br

Se você é um clicador assíduo dos Descolinks semanais, viu uma notícia chocante: o Twitter tem cerca de um milhão de tweets homofóbicos por mês, e é possível observar isso através do siteNoHomophobes.com. Ele mede em tempo real o uso de palavras homofóbicas na rede (FaggotNo HomoSo Gay e Dyke), além de ter um relatório semanal e all time.
Segundo o site, a expressão “faggot” já foi tuitada quase 3 milhões de vezes desde 5 de julho (quando o site foi ao ar). Pros idealizadores do projeto, a linguagem ainda é uma das poucas formas aceitas de hostilização aos homossexuais, por isso eles querem mostrar esses números.
E no Brasil, como anda essa homofobia? Temos uma lei que proíbe esse tipo de hostilização pessoal, com agressão física ou verbal, mas será que a lei tá sendo cumprida? (Afinal, o Brasil tem histórico querer impor mudanças através de leis, em vez de educação)
e você é um clicador assíduo dos Descolinks semanais, viu uma notícia chocante: o Twitter tem cerca de um milhão de tweets homofóbicos por mês, e é possível observar isso através do siteNoHomophobes.com. Ele mede em tempo real o uso de palavras homofóbicas na rede (FaggotNo HomoSo Gay e Dyke), além de ter um relatório semanal e all time.

Os tuítes com bicha e viado são bem frequentes, já sapatão é menos (Buscando por outras gírias homofóbicas pra lésbicas, essa ainda foi a mais teve resultados). Buscamos também variações desses termos e outros mais regionais, e todos apareciam no gráfico (mesmo com incidência menor).
O que isso diz sobre o comportamento dos brasileiros? (e dos americanos também, já que o site No Homophobes também deduziu isso) — Isso nos diz que nós não percebemos como a linguagem também é ofensiva. A gente usa as expressões, mesmo sem ser “sério” ou pra valer, mas elas estão carregadas de preconceitos e mentalidades antiquadas.
Há quem defenda, por outro lado, que há uma recontextualização das palavras, e que “bicha”, por exemplo, não é pra falar de homossexuais, mas sim de um comportamento ou simplesmente um xingamento vazio (assim como quando você xinga o cara de “filho da puta” você na maioria das vezes nem conhece a mãe do sujeito, não quer dizer realmente aquilo de forma literal).
Entretanto, existem pessoas que usam da forma “original” e ainda outras pessoas que também se sentem ofendidas com o uso dessas palavras. A mesma discussão ocorre em blogs feministas em relação a xingamentos a mulheres.