domingo, 25 de agosto de 2013

A aparência dos Espíritos na vida de além-túmulo



Anos atrás um repórter da “Folha de Londrina”, ao entrevistar o conhecido orador Divaldo Franco, perguntou-lhe como se dá, no plano espiritual, o reencontro dos cônjuges que houverem desencarnado em diferentes idades. Por exemplo, o marido desencarnou aos 50 anos e a esposa, aos 85 anos. Essa diferença tão grande nas idades constituiria alguma dificuldade, caso eles venham a se encontrar?

A questão proposta foi examinada, ainda que indiretamente, por André Luiz no cap. IV da 2ª Parte do livro Evolução em Dois Mundos.

Afinal, as pessoas que desencarnam em adiantada senectude persistem assim no plano espiritual ou rejuvenescem de imediato?

Segundo nos informa o livro em causa, geralmente tais pessoas necessitarão de algum tempo para desfazer-se dos sinais de ancianidade corpórea, caso desejem remoçar o próprio aspecto. E o mesmo se dá no sentido contrário, quando a pessoa desencarnou muito jovem, caso em que deverá, de igual modo, esperar que o tempo a auxilie, se desejar a obtenção de traços da madureza.

André Luiz faz, no entanto, uma ressalva importante, esclarecendo que isso – o concurso do tempo – só se faz necessário no caso de Espíritos que não dispõem ainda de bastante aperfeiçoamento moral e intelectual, uma vez que, quanto mais elevado for o Espírito, mais amplo será seu poder plástico sobre as células que lhe entretecem o corpo espiritual.

No tocante à pergunta inicial proposta pelo repórter da “Folha de Londrina”, é possível, portanto, que o reencontro dos cônjuges desencarnados em diferentes faixas etárias ocorra em um momento em que ambos estejam devidamente rejuvenescidos.

O assunto liga-se também a um fato corriqueiro no intercâmbio entre nós e os Espíritos, ou seja, a aparência com que os desencarnados se apresentam nas sessões mediúnicas.

Na obra citada, diz-nos André que o aspecto dos Espíritos varia ao infinito. Os Espíritos superiores, pelo domínio natural que exercem sobre as células psicossomáticas, podem adotar a apresentação que mais proveitosa se lhes afigure, com vistas à obra meritória que se propõem realizar. Contudo, o mais comum é apresentarem-se os desencarnados na forma em que efetivamente se encontram. 

O fato observa-se também nas aparições que ocorrem, vez por outra, no ambiente do lar em que a pessoa viveu, do que existem muitos relatos no meio espírita, muitos deles registrados em livros. Em quase todos – ou pelo menos na maioria – o Espírito se apresenta tal qual fora conhecido das pessoas a quem ele se apresenta, o que contribui para a sua identificação.


                       Editorial-O Consolador