sexta-feira, 25 de outubro de 2013

Suicida expia seu gesto infeliz

"Antes de nascer, a criança já viveu e a morte não é o fim. 

A vida é um evento que passa como o dia solar que renasce." Papiro Egípcio (3.000 a.C)


ADELINO SILVEIRA, NO LIVRO Chico de Francisco, relata um episódio ocorrido com certa senhora que procurou o médium mineiro com uma criança no braço e que lhe fez a seguinte pergunta:

— Chico, meu filho nasceu surdo, mudo, cego e sem dois braços. Agora está com uma doença nas pernas e os médicos querem amputar as duas para salvar a vida dele. Há uma resposta para mim no Espiritismo?

Com a intervenção de Emmanuel (guia espiritual de Chico Xavier), a resposta foi dada:
— Chico, explique à nossa irmã que este nosso irmão que está em seus braços suicidou-se nas dez últimas encarnações e pediu, antes de nascer, que lhe fossem retiradas todas as possibilidades de se matar novamente. Mas agora que está aproximadamente com cinco anos, procura um rio, um precipício para se atirar. Avise nossa irmã que os médicos amigos estão com a razão. As duas pernas dele vão ser amputadas, em seu benefício, para que ele fique mais algum tempo na Terra, a fim de que diminua a idéia do suicídio.

Como vimos no 12 capítulo desta obra, fizemos referência à resposta dos benfeitores espirituais a Allan Kardec, na questão 258 de O livro dos Espíritos, de que o próprio Espírito escolhe o gênero de provas por que há de passar, antes de começar nova existência corporal, consistindo nisso o seu livre-arbítrio.

Pois bem, ainda sobre o tema, o Codificador do Espiritismo questiona no subitem "a", da questão 258, o seguinte:

"a) — Não é Deus, então, quem lhe impõe as tribulações da vida, como castigo?

Nada ocorre sem a permissão de Deus, porquanto foi Deus quem estabeleceu todas as leis que regem o Universo.


Ide agora perguntar por que decretou ele esta lei e não aquela.
Dando ao Espírito a liberdade de escolher.

Deus lhe deixa a inteira responsabilidade de seus atos e das consequências que estes tiverem.

Nada lhe estorva o futuro; abertos se lhe acham, assim, o caminho do bem, como o do mal.

Se vier a sucumbir, restar-lhe-á a consolação de que nem tudo se lhe acabou e que a bondade divina lhe concede a liberdade de recomeçar o que foi malfeito.
Demais, cumpre se distinga o que é obra da vontade de Deus do que o é da do homem.

Se um perigo vos meaça, não fostes vós quem o criou e sim Deus; Vosso, porém, foi o desejo de a ele vos expordes, por haverdes visto nisso um meio de progredirdes, e Deus o permitiu."

Gerson S. Monteiro