domingo, 31 de março de 2013

Toda angústia dilui-se na água corrente


Autor: Joanna de Ângelis

Previne-te contra a angústia. 

Esta tristeza molesta, insidiosa, contínua, arrastante a estado perturbador. 
Essa insatisfação injustificável, perseverante, penosa, conduz-te a desequilíbrio imprevisível. 
Aquela mágoa que conservas, vitalizada pela revolta sem lógica, impele-te a desajuste insano. 

Isto que te assoma em forma de melancolia, que aceitas, empurra-te a abismo sem fundo. 
Isso que aflora com freqüência, instalando nas tuas paisagens mentais de pressão constante, representa o surgimento de problema grave. 
Aquilo que remóis, propiciando-te dor e mal-estar, impele-te a estados infelizes, que te atormentam. 

A angústia possui gêneses várias. 

Procede de erros que se encontram fixados no ser desde a reencarnação anterior, como matriz que aceita motivos verdadeiros ou não, para dominar quem deveria envidar esforços por aplainar e vencer as impressões negativas e as compulsões torpes. 

Realmente não há motivos que justifiquem os estados de angústia. 

A angústia entorpece os centros mentais do discernimento e desarticula os mecanismos nervosos, transformando-se em fator positivo de alienações. 
Afeta o psiquismo, o corpo e a vida, enfermando o espírito. 
Rechaça a angústia, pondo sol nas tuas sombras-problemas. 
Não passes recibo aos áulicos da melancolia e dispersa com a prece as mancomunações que produzem angústia. 

Fomenta a paz, que é o antídoto da angústia. 

Exercita a mente nos pensamentos otimistas e cultiva a esperança. 
Trabalha com desinteresse, fazendo pelo próximo o que dizes dele não receber. 
A paz é fruto que surge em momento próprio, após a germinação e desenvolvimento do bem no coração. 
Jamais duvide do amor de Deus. 

Fixado aos propósitos de crescimento espiritual, transfere para depois o que não logres agora, agindo com segurança. 

Toda angústia dilui-se na água corrente da paz. 

Psicografia de Divaldo Franco

Foto: Ruy Gessinger