sexta-feira, 9 de agosto de 2013

A lei do carma e do darma-Por Marcia Diniz

Tudo que o homem semear, isso também ceifará. (Gálatas 6:7).

Com esse versículo começaremos nossa reflexão de hoje, como nossos atos geram os frutos pertinentes a eles.

Muitas religiões falam em carma e darma. Mas o que realmente eles representam e qual a funcionalidade de ambos? Bem, já sabemos que nós atraímos as experiências mediante ao que carregamos interiormente.  Sejam boas ou ruins, as emoções predominantes dirigem nossas vidas para interagirmos com situações correspondentes a elas.

Mas, já que é assim, como crianças, pessoas que nascem deficientes e animais sofrem? Já que tudo está interligado pelas vibrações pessoais de cada ser vivente? 

Nós paramos e pensamos que esses exemplos se tratam de criaturas inocentes, que não merecem nenhum tipo de hostilidade. Porém é contra a lei universal que rege toda forma de vida reportar algum tipo de sofrimento para quem não vibra sofrimento ou concorde com ele de alguma forma. 

Logo, qualquer ser que experimenta dolorosas experiências, com alguma atitude ou por algum plano estabelecido antes de sua reencarnação, aceitou participar de tal evento. Pois cada espírito faz suas escolhas particularmente, claro que, visando seu crescimento e superação constantes.

Daí, começamos a pensar em vidas passadas, em erros de outra existência, que vieram perpetuar-se nesta vida. Isso é nomeado carma, que nada mais é que o resultado de ações tomadas com mais frequência. O que chamamos de vibração dominante. 

Nem sempre a ação é externa, as verdadeiras ações que machucam a alma são aquelas que fazemos interiormente, violando nossos verdadeiros sentimentos.

Ao olharmos com a visão espiritual correta, veremos que o carma é formado por traços da personalidade de cada indivíduo usados para malefício próprio. Uma vez que desencarnamos e não superamos tais características, ao reencarnarmos novamente continuamos com elas. É dever individual a superação dessas limitações para evoluirmos a um nível mais alto. 

Algumas vezes o carma é adquiro e superado por muitos ainda na mesma reencarnação, pois para certos espíritos a evolução é mais acelerada. Isso vai de acordo com a vontade da pessoa de ultrapassar limites e pelo desejo de aprendizado pessoal.

Já o darma é considerado como uma virtude, um chamado divino para a vida de cada um. É quando encontramos um caminho a seguir que nos faz melhores e mais amantes das boas ações. Para alguns o darma é a transposição de todo sofrimento que o carma trouxe em uma nova consciência de vida.

Não há um Deus nos punindo por nossos atos, não há seres divinos imputando sofrimento e angústias aos seres da terra. O que existe é a ação, que gera um resultado e traz a reação de cada um, conforme suas crenças, valores e princípios morais.

Cada ato traz uma consequência e cada consequência traz uma nova visão do mundo.

Cabe a cada um escolher para que lado das experiências focar sua atenção.


Paz e Luz,
 Márcia Diniz